Prefeitura Municipal de Congonhas

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Institucional

Patimônio histórico

por Ascom

21/09/2011 16:00

Histórico


Igreja

Por volta de 1700, alguns portugueses povoaram a Vila Real de Queluz (hoje Conselheiro Lafaiete). Muitos se fixaram na Vila Real de Queluz e outros saíram em busca de ouro, fundando novos arraiais e organizando núcleos populacionais às margens do Rio Maranhão.

Há alguma controvérsia sobre a data da criação da Freguesia de Congonhas. Xavier da Veiga cita sua criação por Alvará Régio de 03 de abril de 1745. Entretanto, o Cônego Trindade menciona o ano de 1734 e, segundo ele, a Freguesia foi elevada à condição de Colativa por Alvará de 06 de novembro de 1749.

O livro de Lotação das Freguesias do Arquivo Eclesiástico de Mariana registra informação mais detalhada e confiável: “Foi erigida por ordem de Sua Majestade em 1734 e depois, pelo Ordinário, em curato e, pelo Alvará de 13 de abril de 1745, foi mandada declarar natureza colativa, em lugar da Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão do Carmo que pela sua elevação à Cabeça da Diocese, passou a ser curato amovível a arbítrio do Prelado”.

Devido à quantidade de ouro encontrada, esse importante centro de mineração gerou fortunas para muitos homens que aqui se instalaram. Em 1746, numa lista secreta dos homens mais abastados da Capitania constou dez nomes da Freguesia de Congonhas e todos eram mineiros. O historiador Augusto de Lima Júnior, na Revista de História e Arte, nº 01, afirmou que as lavras das Goiabeiras, Boa Esperança, Casa de Pedra, do Pires, da Forquilha e do Veeiro são indicadores de um passado de larga prosperidade, além do famoso Batateiro, assim chamado pelo tamanho avultado dos grandes granetes de ouro, que fizeram a riqueza de inúmeros mineradores.

Denominação

CONGONHA - s.f. Luxemburgia polyandra.

O nome da cidade de Congonhas deve-se ao fato de existir em seus campos, a planta congonha, um arbusto medicinal e ornamental. A palavra Congõi (Congonhas) é de etimologia Tupi-guarani e quer dizer o que sustenta, o que alimenta. Em outra versão, COA=mato; NHONHA=sumido; o que significa zona em que o mato desaparece: campo. O nome Congonhas do Campo adveio destas duas versões.

Congonhas é uma variedade de erva mate, da família das arquifoliáceas. Os índios guaranis foram os primeiros a usarem as folhas e as cascas desta árvore como planta medicinal. Os jesuítas divulgaram o seu uso sob a forma de chá, como substituto do chá da Índia. É usado no Brasil, principalmente nos Estados do Sul e nos países Sul-americanos sob forma de mate queimado ou chimarrão. Ainda hoje, o chá da folha da congonha é consumido pelos habitantes da região. Segundo a crença popular, além de saboroso, o chá é antiinflamatório, diurético , calmante e ótimo tônico para o coração. Variedades: Congonha bate-caixa ou caixa de guerra, congonha bugre, congonha douradinha ou congonha de folha miúda.

A Lei Estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, simplificou a denominação do município, reduzindo-a para Congonhas, sem consulta prévia à população. Em 31 de agosto de 2003, houve uma tentativa de restaurar, através de plebiscito, o nome histórico “Congonhas do Campo”, nome pelo qual o município é conhecido além de suas fronteiras. Porém, a maior parte dos eleitores optou pelo nome de Congonhas.

Programa Monumenta

Através de uma política pública de recuperação do patrimônio bem coordenada, associada à revitalização econômica, a cidade de Congonhas foi incluída no Programa Monumenta. Este Programa é uma parceria do Ministério da Cultura com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento com a participação da Unesco. É o primeiro programa de financiamento ao patrimônio histórico e tem como meta revitalizar os principais conjuntos urbanos do país. Para ser beneficiado com o Monumenta, que destinará 4 milhões de reais para recuperação, preservação e manutenção do sítio histórico da cidade, o município precisou atender a um conjunto de critérios estabelecidos, tais como: ter sítio histórico tombado pelo IPHAN em área urbana, arcar financeiramente com as despesas de conservação dos bens restaurados, elaborar documentos técnicos e jurídicos para implementação do Programa e possuir mecanismos para executar as obras, sensibilizar a comunidade local e criar um grupo de trabalho integrado por pessoas interessadas na preservação do patrimônio histórico local para dedicar-se à execução do Programa e criar um Fundo de Preservação por meio de lei municipal.

Como o Monumenta prevê uma contrapartida do município, o Governo Municipal restaurou o tradicional Casarão dos Fonsecas na histórica Ladeira do Bom Jesus e instalou o Museu da Imagem e Memória de Congonhas, inaugurado em 14 de dezembro de 2001. Recuperou o Hotel York, onde funciona, atualmente, a Casa dos Conselhos e a Estação Ferroviária, onde funciona um Café e um Receptivo Turístico. O projeto de Revitalização da Ladeira do Bom Jesus também está em fase de efetivação.

CIRCUITO TURÍSTICO

Circuito Turístico é um destino turístico composto por municípios de uma mesma região, que possuem afinidades para a exploração da atividade turística.

Alguns benefícios:

. Aumento da permanência do turista na região.
. Preservação dos patrimônios culturais e naturais.
. Através do desenvolvimento turístico ordenado da região, melhorar a qualidade de vida do município e o atendimento ao turista.
. Viabilização dos esforços para promover o desenvolvimento turístico regional.

Circuito do Ouro

Barão de Cocais, Belo Vale, Bom Jesus do Amparo, Caeté, Catas Altas, Congonhas, Itabira, Itabirito, Mariana, Nova Lima, Ouro Branco, Ouro Preto, Piranga, Raposos, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia e São Gonçalo do Rio Abaixo.

 



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