Atrás do Carnafolia 2018 só não vai quem já morreu

Parafraseando o samba-enredo da escola de samba Mangueira, em 1994, atrás do Carnafolia de Congonhas, só não vai quem já morreu. A festa do momo pegou fogo neste domingo, com seus blocos e atrações musicais. Mais uma vez, o público aderiu às atrações apresentadas na avenida e no Palco Marechal, como também no Palco Quarteirão, instalado na praça JK. O Carnaval para as diversas faixas etárias e gostos musicais em Congonhas não é somente uma frase de efeito. Enquanto crianças decidiram que a apresentação da Banda Bom Jesus seria a matinê do dia, jovens curtiam DJ e axé. Dona Maria Zélia, de 85 anos, mesmo com dificuldade de locomoção, vibrava com a passagem do primeiro bloco do domingo e seus contemporâneos saiam no bloco do Grupo Renascer. Outros adultos se acabavam no samba mais tarde.

 

 

 

 

 

 

A previsão se confirmou e cerca de 300 componentes do Beira-Galo e os atleticanos do público comemoraram os 13 anos do bloco no início da noite desse domingo. Enquanto os componentes cantavam o hino do Atlético e soltavam “gritos de guerra” em saudação ao clube e ao bloco, a ex-servidora da Coletoria Estadual, Dona Zélia, acompanhava tudo da esquina da av. Marechal com a rua Padre Antônio Correa, acompanhada pelo sobrinho Cristiano que condiu a cadeira de rodas. “Eu sou apaixonada pelo Carnaval. Sempre venho ver a festa. Gosto de marchinhas e desfilava na Unidas da Jacuba. Ganhamos o troféu Quarentão”, disse satisfeita.

 

Em seguida o grupo da terceira idade Renascer chegou chegando com a vitalidade de 75 dos 110 associados do grupo, além de parentes e amigos deles. Todos exaltando uma das quatro estações do ano, a Primavera, vestidos de abadá e algumas de baianas  e com o refrão do hino do bloco na ponta da língua: “♪ Eu já criei a quem tinha de criar, já ensinei a quem tinha de ensinar. Agora na melhor idade o que passou é saudades ♫.”.

O bloco Profeta foi o terceiro a desfilar. Saudou a unidade do Corpo de Bombeiros que chegou a Congonhas em novembro de 2017. O Unidos do Escadão encerrou a noite de desfiles de blocos carnavalescos levando uma multidão para a Marechal.

 

 

Quem passou pela Marechal depois das 22h curtiu também o DJ Reinaldo e a Banda Eclipse.  Já o Palco Quarteirão abriu o domingo com a Banda Bom Jesus, que para a surpresa dos próprios componentes, atraiu a galera mirim para uma espécie de matinê. Imagina como será na próxima terça, quando elas terão o Carnaval Infantil com o Clube Esquindô?

 

 

 

 

 

 

A cantora Deise Lucci cantou samba, frevo, axé e outros ritmos. A Banda Zé da Guiomar, que conhece como poucas de samba, transformou a praça JK num salão de gafieira, com direito a marchinhas também. E a banda Beisamba se apresentou já na madrugada, mas para um público cativo, acostumada a sua qualidade desde outros carnavais.