Congonhas e Ouro Preto se unem para celebrar legado de Aleijadinho

Foi em Congonhas que o escultor Antônio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, deixou um dos mais importantes conjuntos de arte barroca do mundo, exposto em um grande museu a céu aberto: o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. O Mestre marcou a história e a cultura da Cidade dos Profetas, onde viveu enquanto esculpia suas obras-primas. Para comemorar seu nascimento – a data nos registros de Batismo é 29 de agosto -, será realizado, entre os dias 16 e 29, o “Mês do Aleijadinho”. A programação conta com uma variedade de atrações culturais.

O aniversário de Aleijadinho também será comemorado em Ouro Preto, onde também deixou um valioso legado. Ligadas pelas obras do Mestre do Barroco, as duas cidades mineiras, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Lazer e Turismo de Congonhas e Secretaria de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, consolidaram uma parceria para celebrar a data.

“A iniciativa de somar esforços entre Ouro Preto e Congonhas, duas cidades unidas pela Arte de Aleijadinho, é exemplo de iniciativa singular. Juntas, a cidade onde Aleijadinho nasceu e aquela onde ele deixou sua obra magistral, celebram o nascimento e o legado daquele que é um dos maiores artistas do Brasil de todos os tempos. E nada melhor do que as manifestações culturais que nos unem para celebrar este momento. Para ocasião, Congonhas oferece aos ouro-pretanos o seu melhor: a Música Colonial Mineira interpretada pelo Coral Cidade dos Profetas em agradecimento ao legado do filho da antiga Vila Rica que nos deixou um acervo magistral considerado Patrimônio Cultural da Humanidade”, destaca o diretor do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis. O Coral Cidade dos Profetas realizará fará um Concerto Especial de Música Colonial, acompanhado por solistas e Orquestra, no dia do aniversário do  Aleijadinho: 29 de agosto, às 20h.

Aleijadinho viveu em Congonhas no período de 1796 a 1805. Seu acervo na cidade é composto pelas 64 imagens esculpidas em cedro expostas nas capelas dos Passos da Paixão, seis relicários no interior da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e os 12 profetas talhados em pedra sabão, no adro da basílica. O artista também criou no município a portada da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Esse legado proporcionou a Congonhas o título de Patrimônio Cultural Mundial, reconhecido pela UNESCO em 1985.

Mês do Aleijadinho em Congonhas:

O “Poesia e Música no Museu” abre a programação com um bate-papo musical, que terá a participação da cantora carioca Joyce Moreno e mediação de Júlio Diniz. O evento será na próxima quinta-feira, 16, às 20h, no Museu de Congonhas.

No dia 21, o Museu de Congonhas inaugura, às 19h, a exposição “Ó Minas Gerais”, de Júlia Pontes. Às 20h, Titane e Túlio Mourão apresentam o show “Paixão e Fé”, no anfiteatro do Centro Cultural.

No dia 22, o Grupo de Dança 1° Ato apresenta o espetáculo “Passagem”, às 16h30, no adro da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

Nessa mesma data, a carreta do “Conhecer para Cuidar” vai estacionar no Terminal Rodoviário, onde ficará até o dia 29, das 8h às 18h. O projeto busca proporcionar a interação com o patrimônio, por meio da montagem de uma maquete em miniatura de papel da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em três dimensões – que dão forma às construções dos patrimônios e são montadas durante as oficinas do projeto.

A exposição da artista Lyria Palombini também faz parte do “Mês do Aleijadinho” e será aberta à visitação no dia 23, às 20h, no Museu de Congonhas.

Por fim, no dia 28, às 18h30, na Igreja da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, será celebrada uma missa cantada em homenagem a Aleijadinho, com participação do Coral Cidade dos Profetas. Na ocasião, o Coral relançará em todas as plataformas virtuais, o primeiro CD: Missa em Fá de Lobo de Mesquita.