Congonhas recebe Festival de Mini Basquete neste final de semana

O Ginásio Poliesportivo do Nova Cidade sedia, neste sábado, 8, o Festival de Mini Basquete para cerca de 60 meninos e meninas, de 8 a 12 anos da rede municipal de ensino e das escolinhas desta modalidade esportiva, que já confirmaram participação. O evento irá de 8h às 12h. A realização é da Prefeitura de Congonhas, por meio das secretarias de Esporte e Lazer (SEL) e de Educação, com apoio da Federação Mineira de Basquete (FMB).

Escolinhas de Congonhas

A Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) da Prefeitura de Congonhas mantém escolinha de Basquete, sob coordenação do treinador esportivo Bruno Ribeiro, no Ginásio Poliesportivo do Nova Cidade,  às terças e quintas-feiras, das 17h30 às 19h, com participação de meninos e meninas. A escolinha de Basquete do Nova Cidade é um prolongamento da que foi desenvolvida em 2017 no Dom Oscar. Com a criação deste novo ginásio, que possui quadra e tabela nos padrões oficiais, a escolinha foi reativada e conta atualmente com cerca de 20 alunos, entre 11 e 15 anos, e 12 atletas, entre 16 e 23 anos.

Segundo o treinador esportivo Bruno Ribeiro, “mesclar garotos e jogadores já experientes contribui para a formação dos primeiros, no que diz respeito a questões técnicas e táticas, como também comportamentais. Estamos trabalhando com as categorias infantil e juvenil. Outro ponto positivo é que, como contamos com garotos mais velhos, já pudemos iniciar amistosos. Assim, estamos caminhando para formar uma equipe visando ao JIMI 2019. Ano passado, a Prefeitura participou da competição estadual em parceria com o treinador e jogador Harrison”.

Márcio Júnior Gonçalves é um desses atletas da equipe que está sendo formada em Congonhas. Ano passado ele participou da equipe que obteve bom resultado nas duas primeiras etapas do JIMI. ”Comecei a jogar Basquete na Educação Física da E. M. Judith Augusta Ferreira, do Dom Oscar, com o professor Bernardo, outros professores também me incentivaram. Fui aluno da escolinha do Ginásio lá do bairro. Acho importante a Prefeitura ter criado essas condições lá no Poliesportivo do Nova Cidade, com quadra com dimensão oficial e tabelas também oficiais. Assim o Basquete poderá se desenvolver em Congonhas. Esse movimento começou, na minha opinião, com o resultado que conquistamos no JIMI do ano passado em Cataguases e São João del-Rei. Agora depende muito de nós, alunos e atletas também. Acho que temos condições de até disputar torneios estaduais a partir de 2019”, considera o ainda garoto de 21 anos e 1.90 de altura.

Uma outra escolinha, formada em parceria do treinador Harrison Assis Bezerra e a Prefeitura, através da Secretaria de Esporte e Lazer da Prefeitura, que empresta materiais esportivos ao projeto, e a Secretaria de Educação da Prefeitura, que cede a quadra e o restante da infraestrutura necessária, acontece na Escola Municipal Michael Pereira de Souza, na Praia, onde participam alunos de 11 e 12 anos, às terças e sextas-feiras às 17h. Este trabalho era desenvolvido na Escola. M. Fortunata de Freitas Junqueira, na Basílica.

“Optamos por esta escola porque percebemos um desafio social e em compensação trabalhamos com oferta de material humano e estrutura física. O desafio é torná-los jogadores de basquete, mas, mesmo que não percebam, estão se tornando ainda melhores alunos, filhos e pessoas. A própria escola nos passa esse feedback. Há meninos e meninas que estudam na Michael, mas também outros que nosso trabalho atrai da comunidade. Nossa intenção era trabalhar com turmas de 20 alunos, já temos 25 e fila de espera.

A intenção deste projeto é envolver mais escolas, capacitar professores e interessados para montar outros núcleos de basquete pela cidade. “Aí iremos trabalhar com uma amostragem maior de alunos, disseminando essa política de esporte e cidadania através do Basquetebol. Formar atletas, acredito que isso vá acontecer, graças a essa metodologia de ensino, o suporte que temos e a quantidade de atletas. Mas este é somente uma das vertentes do trabalho. Retribuo ao Basquete, como voluntário, o que me deu em termos de foco, disciplina e outras conquistas que vieram a partir desse aprendizado que obtive dentro de quadra”, completou o treinador.

Daviel Grergório Silva, de 12 nos, estuda no 6º ano daquela escola explica como entrou para a escolinha. “O professor convidou e aproveitamos. Eu não era muito fã de esporte, mas, ao entrar em contato com o Basquete, achei muito legal. O jogo é rápido e gosto disso. Sou mais habilidoso no ataque. Aqui estou aprendendo a vencer, mas também a prendendo com as derrotas”, testemunha.

Lucas Gabriel Fernandes Soadres, de 10 anos, e aluno do 5º ano daquela escola. “Gostei da forma de ensinar do professor. Ele nos diz pra respeitarmos uns aos outros, por exemplo, não falar juntos com as outras pessoas. Sobre o jogo, aprendo a forma correta de fazer cada lance individual ou coletivo”, detalha.

Outras modalidades

Atualmente existem 11 núcleos de escolinhas, que funcionam no Dom Oscar, Alto do Cruzeiro, Jardim Profeta, Vila Rica, Praia, Lobo Leite, Nova cidade, Residencial, Pires, Poliesportivo Central e Jardim Profeta (este possui dois núcleos, um em cada escolas municipais do bairro) e Matriz, totalizando 36 turmas. Além do Basquete masculino do Nova Cidade e da parceria da E. M. Michael Pereira de Souza, é realizado nos demais núcleos trabalho socioeducativo nas modalidades Futebol masculino e feminino, Handebol masculino e feminino, Vôlei masculino e feminino.

As inscrições para as escolinhas da SEL serão reabertas no início do ano. Interessados poderão procurar, em Fevereiro, a sede da Secretariar de Esporte e Lazer, que funciona no Poliesportivo Central, à Praça Olímpica João Baeta, s/nº, na Praia. Mais informações pelo telefone (31) 3731-4374.