População conferiu resultados de programa voltado para o jovem

A praça JK recebeu a 1ª Mostra de Trabalhos do Programa de Educação em Sexualidade e Cidadania (PESC), que apresentou a comunidade congonhense, na tarde dessa quinta-feira, as conquistas e trabalhos desenvolvidos até agora nas áreas de educação, assistência social, saúde e esporte e lazer pelo Governo Municipal. Alunos e servidores de nove escolas municipais fizeram apresentações musicais, de dança e teatro e formaram também parte da plateia. Houve ainda distribuição de algodão doce e pipoca, sorteio de brindes, apresentação de painéis com fotos destas escolas e uma entrevista com o atleta congonhense João Cordeiro Franck, jogador da equipe Infanto Juvenil do Minas Tênis Clube e da categoria Sub 19 da Seleção Brasileira, onde é capitão, à Educativa FM (97.5 Mhz).

O secretário de Esporte e Lazer, José Lúcio de Castro, representou o prefeito Zelinho, que estava cumprindo agenda inadiável, e agradeceu em nome do chefe do executivo a todos os setores da Prefeitura envolvidos no PESC e aos alunos, que são o público alvo do programa, pelos bons resultados alcançados. O secretário adjunto de Educação, Thales Gonçalves Costa, também prestigiou o evento.

A primeira atração foi a entrevista de João Cordeiro, tetra campeão estadual, penta campeão Metropolitano, tri campeão da Copa minas evice campeão sul-americano. Nascido em Belo Horizonte em 1999, mas filho de família de Congonhas onde morou até pouco tempo, ele deu as primeiras manchetes, levantamentos, saques e cortadas nas escolinhas do esporte da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Sel), com o treinador esportivo Marcinho. “Ele sempre me incentivou a fazer testes em clubes e passei no do Sada Cruzeiro em 2012. Em 2014 fui chamado para jogar no Minas e tive a felicidade para entrar também para a Seleção Brasileira. Era muito difícil porque nestes três primeiros anos eu morava em Congonhas, tinha de ir e voltar todo dia, saía da aula, pegava o ônibus às 13h e voltava lá pelas 22h e tinha aula no outro dia e ainda precisava fazer as tarefas da escola tarde da noite.  Chegar onde eu já cheguei foi muito difícil. É preciso ter muita determinação”, afirma.

Como exemplo para os alunos presentes à praça JK, João fez questão de enfatizar: “O esporte, não só o vôlei, influencia muito positivamente a evolução dos estudantes e o sucesso na carreira, porque exige muita disciplina e respeito ao próximo, que é fundamental também no esporte de alto rendimento. Na Seleção Brasileira, no centro de treinamento que fica em Saquarema, no Rio de Janeiro, temos um período de aulas complementares diárias, de 6h às 10h, por estarmos fora de casa e da escola convencional nesses períodos de treinamento. Todo esporte de alto rendimento exige raciocínio rápido, porque há pouco tempo pra optar uma ação decisiva, cada momento que você está com a bola resulta em um ponto e cada ponto é fundamental. Eu acho que o estudo desenvolve este raciocínio rápido, que é um dos pilares do alto rendimento no esporte”, testemunha.

O capitão da Seleção Brasileira Sub 19 de Vôlei ressaltou ainda a importância da família na formação do cidadão e, no caso dele, também do atleta. “A minha foi muito importante porque sempre me deram apoio. Meu pai, quando chovia, ele me levava aos treinos em BH. Primeiro a família foi muito importante na minha criação porque foi quem me deu os valores que eu sigo hoje em dia. Sou muito grato a ela. A família tem de apoiar a pessoa, o filho, onde quer que ele esteja e no que ele quer fazer”, afirma.

A entrevista no palco do evento e que foi veiculada pela Educativa FM terminou com o atleta, orgulho de Congonhas nas quadras brasileiras e mundiais, reconhecendo o trabalho sério que é feito na formação de cidadãos na terra dele. “Eu convivi muito em clubes, em várias cidades e o que a Prefeitura de Congonhas está fazendo não acontece na maioria das cidades não, em muitas outras sempre tem falhas na saúde, no esporte, em tudo. Diferentemente da daqui, as outras cidades não investem no esporte. E ele leva a criança para o caminho positivo, ensinando pelo prazer. O que a Prefeitura de Congonhas está fazendo aqui é muito importante, bacana, porque ensina as crianças, talvez até involuntariamente, que elas precisam seguir os caminhos corretos da vida”, concluiu.

João Cordeiro disputa, a partir do final de outubro, pelo Minas Tênis Clube, as finais do Campeonato Metropolitano e, em novembro, além do estadual, o Campeonato Brasileiro Interclubes Sub 19, que reúne os grandes clubes de base do Brasil. Quem quiser acompanhar o desempenho dele e de sua equipe na competição nacional bastará acessar o site http://2017.cbv.com.br/.

Atleta de vôlei João Cordeiro conversa com outros jovens.

Mais atrações da 1ª Mostra do PESC

O Coral da Secretaria de Educação, formado por 40 alunos da Escola Augusto Silva, regidos pelo maestro Márcio Cipriano, abriu a programação de atrações culturais. A Escola Odorico Martinho da Silva enceraram a peça teatral “Diga não às drogas”. A Escola Dom João Muniz apresentou “Te assumi pro Brasil inteiro”. A Escola Rosália Andrade da Glória contribuiu com a interferência “Bulliyng na Escola? Tô fora!”. Gabriel Diniz e Douglas Vítor, da Escola José Monteiro de Castro, interpretaram as músicas “Raridade” e “Despacito”. A Escola Judith Augusta Ferreira levou o “Rap Consciência Brasil”. E a Escola Michael Pereira de Souza, mais Rap e Dança.

Usuários dos projetos sociais CEAMEC e Reciclando Vidas, CRAS Pires e do CRAS Alvorada compuseram a plateia, sendo que os deste último ofereceram aos adolescentes presentes a oficina de dobradura.

A psicóloga Rafaela Ladeira de Souza, do Centro de Referência da Mulher (CRM), que é um equipamento da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, contribui com a palestra “Violência contra a mulher”.

A Secretaria de Saúde montou uma tenda que abordou métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis, ofereceu orientações e distribuiu material educativo e preservativos masculino e feminino. Profissionais desta área oferecem, durante o ano, apoio técnico com palestras sobre DST, AIDS nas escolas, principalmente as municipais. Segundo o gestor referência da Saúde, Juscelino Ribas, o evento dessa quinta-feira foi utilizado para divulgar que o PESC tem resultado positivos na vida dos adolescentes. “Não trabalhamos somente com o foco das secretarias diretamente ligadas ao programa. Oferecemos instrumentos que vão além do que é apreendido pelos alunos via currículo escolar. Ou seja, ampliamos a visão deles sobre os riscos à saúde, causados pelo uso de drogas e a inadequada condução da sexualidade”, explica.

 

O PESC

O Programa de Educação em Sexualidade e Cidadania (PESC) foi implantado em Congonhas, em 2005, pela Vale, com outro nome, com objetivo de formar agentes facilitadores para o trabalho com adolescentes inicialmente entre o 6º e o 9º anos do ensino fundamental, que é um período de transformações na formação dos cidadãos.

Em 2012, com a articulação as secretarias Sedas, Educação, Saúde e Esporte e Lazer, o programa foi transformado em ações de políticas públicas para a juventude, com a criação da Lei Municipal 3.193 de 12 de junho de 2012.

O PESC tem por finalidade promover o desenvolvimento pessoal, social e o protagonismo dos jovens, por meio de ações de caráter educativo e participativo. Essas ações são desenvolvidas de forma contínua pelas secretarias em um trabalho intersetorial nas escolas, unidades de saúde, CRAS, CREAS e Conselho Tutelar.

Atualmente são 450 profissionais entre professores, psicólogos, médicos, dentistas, assistentes sociais, enfermeiros, pedagogas, diretores entre outros, que passaram por capacitação básica e se transformaram em agentes multiplicadores da proposta.

O PESC desenvolve suas ações durante o ano criando micro redes que são conduzidas por meio de um profissional de assistência social, 1 de saúde, 1 de esporte e lazer e outro de educação. Além dos gestores referências de cada uma das quatro secretarias, existem nove professores referências de 11 escolas da rede municipal de ensino, sendo que a Michael Pereira de Souza e a Fortunata de Freitas Junqueira possuem dois.

“Os profissionais, a partir da capacitação, adquirem um novo olhar sobre a adolescência e abrem canais de comunicação com eles sobre drogas, violência, bulliyng, autoestima, sexualidade, gênero e diversidade, desenvolvimentos físico e emocional, cidadania e empreendedorismo. Congonhas tem um trabalho de excelência nesta área. As escolas e outros serviços oferecidos ao jovem o levam a pensar, a construir, através deste trabalho intersetorial. E esta 1ª Mostra do PESC mostrou um pouco deste trabalho a população”, explica uma das coordenadoras referência do PESC pela Educação, Myriam Aparecida Jerônimo Piedade (Mirinha). A outra é Cecília Bacharel.

 

“Este semestre, focamos no tema violência a mulher. Fomos às escolas para tratar deste e outros temas com os alunos como respeito, gênero e diversidade. A camisa do evento dessa quinta possui um lacinho branco que simboliza o fim da violência a mulher e será utilizada nos próximos”, lembra a assistente social da Sedas, Débora Nunes Abreu.