Projeto Música sem Barreiras promoveu troca de experiências com alunos da rede municipal

Alunos do Arte na Escola puderam trocar experiências e se profissionalizar com o Música sem Barreiras II, projeto realizado pela Fundação de Educação Artística (FEA), por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio das secretarias municipais de Educação e Cultura. Na tarde dessa quinta-feira, 12, os talentos congonhenses participaram de um workshop. À noite, uma apresentação aberta ao público promoveu um encontro musical especial, com músicos do FEA e do Arte na Escola.

Segundo a coordenadora do Música sem Barreiras, Cristina Guimarães, o projeto tem o objetivo de aprimorar o estudo musical de alunos do FEA, permitindo o intercâmbio com músicos de outras cidades. Além disso, visa à profissionalização. “Tivemos empatia com Congonhas, porque sabíamos que existia um projeto importante aqui, que é o Arte na Escola. Esse ponto foi muito importante para promover a convivência dos nossos alunos com os daqui. Foi uma oportunidade de troca. Os meninos daqui são super musicalizados. Foi muito rico”, completou, ressaltando a parceria da Fundação com as secretarias municipais de Cultura e Educação.

Durante o workshop, foram trabalhados os modos gregos, que são tipos de escalas musicais. Para o compositor e professor do FEA, Rafael Macedo, essas capacitações são sempre uma surpresa e, devido ao pouco tempo de convivência com os participantes, é difícil fazer uma avaliação. No entanto, os alunos do Arte na Escola causaram uma boa impressão. “São alunos que se interessam por música de uma maneira relativamente amadurecida, que entendem que ensaiar é um esforço e que atividade musical exige atenção. Não têm uma ideia de que fazer música é simplesmente entretenimento. E acho isso importante”, disse.

“É muito bom quando músicos de outras cidades visitam Congonhas. Quando acontecem esses eventos, principalmente workshop, é muito bom. É uma troca de experiência”, ressaltou o aluno da E.M. José Monteiro de Castro, o violinista Gabriel Diniz Reis. Quem também apreciou o momento foi a violinista Ana Beatriz, que participa do Arte na Escola há cerca de 5 anos: “Foi muito bom. Abriu espaço para várias coisas. Aprendi como podemos usar o instrumento para estudar, como podemos aprimorar nosso conhecimento no instrumento. Gostei bastante”.

O Música sem Barreiras foi idealizado como  um programa de circulação artística e cultural, baseado em workshops  para alunos com os mais diferentes perfis – já que as realidades de cada cidade contemplada podem ser as mais diversas -, além de apresentações musicais abertas ao público em geral.