Setembro Amarelo em Congonhas promoveu valorização da vida

Quebrar tabus e promover o debate sobre o suicídio pode fazer toda a diferença e ajudar aqueles que não sabem como expressar o que estão sentindo. Os congonhenses contam com uma rede de apoio nas unidades de atendimento das secretarias de Saúde e de Desenvolvimento e Assistência Social. Pela primeira vez, o Município aderiu à campanha do Setembro Amarelo, mês da prevenção ao suicídio. Nesta semana, a Unidade Regional de Saúde Mental (URSM), com colaboração da Atenção Primária, CRAS Dom Oscar e de diversos voluntários, promoveram ações para a valorização da vida.

O encerramento da programação foi realizado na manhã desta quinta-feira, 6, na Praça JK. O dia começou com um aulão de zumba, ministrado pelos professores de Educação Física Rafael Rocha e Regiane Albuquerque. O público também se movimentou com a aula de ginástica da educadora física do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Márcia Cunha Pereira. A Secretaria Municipal de Educação (SEMED) promoveu uma roda de contação de história. A música ficou por conta da orquestra do Projeto Garoto Cidadão e do Grupo Musical Orfeônico Ari Barroso.

Durante a semana foram realizadas diversas atividades culturais que integraram profissionais e usuários dos centros de atenção psicossocial (CAPS) e dos centros de referência de assistência social (CRAS), além da comunidade. A programação contou com apresentação de teatro e música, realização de jogos esportivos, oficina da memória e palestras com profissionais que atuam no serviço público.

O suicídio é um tema que vem sendo discutido na URSM, sendo que a campanha culmina as ações que estão sendo promovidas no Município. “Essa campanha é uma culminância das ações que fazemos ao longo do ano. Quisemos chamar outras pessoas para pensar sobre o tema, porque não é algo que deve ficar só no âmbito da saúde mental, tem que ser discutida com as famílias, a comunidade e os pacientes, para as pessoas saberem que podem pedir ajuda”, explica a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II, Jamile Alves Pereira.

A coordenadora do CAPS Álcool e outras Drogas, Suzi Silva, reforça o trabalho das equipes do centros de apoio psicossocial no objetivo de ampliar o debate ao maior público possível. “Não é só prevenir o suicídio, mas valorizar a vida. Faz parte da nossa rotina estimular esses sujeitos que nos procuram a valorizar a vida, porque a maioria deles se encontram devastados. Alguns, inclusive pelo uso de álcool e outras drogas, tendem a cometer um autoextermínio lento e gradativo. Nosso trabalho a respeito desse tema é diário”, destaca.

Procure ajuda!

Segundo a coordenadora do CAPS II, Jamile Alves Pereira, é preciso estar atento a alguns sinais, como mudanças de comportamento, isolamento social, deixar a família estruturada, falar de morte mais que o habitual, perda ou ganho de peso repentinos, dificuldades em atividades que antes não tinha, entre outros.

Congonhas conta com uma rede de apoio, formada pelo Centro de Referência Psicossocial da Adolescência e da Infância (CERPAI), Ambulatório de Saúde Mental, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Ácool e Drogas, além de outros pontos da rede municipal de saúde, como as unidades básicas de saúde (UBS). Na área de assistência social, conta com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), três centros de referência de assistência social (CRAS) e o Centro de Referência da Mulher (CRM).

Telefones úteis:

Centro de Valorização da Vida (CVV): ligação gratuita pelo 188 ou www.cvv.org.br.

CAPS II: 3732-2206

CAPS AD: 3731-2412

CERPAI: 3731-6474

Ambulatório de Saúde Mental: 3732-2335