Sítio Roberto Burle Marx apresenta sugestão de revitalização paisagística no Santuário

Neste 30 de novembro, em que são comemorados os 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), conforme o Decreto Lei 25 de 1937 assinado pelo então presidente da República Getúlio Vargas, a superintendente do IPHAN em Minas, Célia Corsino, acompanhada do chefe da Divisão Técnica do instituto no Estado, Marlon da Costa Souza, e da responsável pelo escritório de Congonhas, Bárbara Monteiro, apresentou ao prefeito Zelinho, à assessora de Coordenação Governamental, Marta Bacharel, e ao diretor do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis o termo de referência para conservação paisagística do Jardim dos Passos do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, elaborado pelo Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx, do IPHAN/MG. Isto porque Roberto Burle Marx (1909-1994), que está entre os mais renomados paisagistas do século 20, foi quem o reformulou em 1973.

As intervenções sugeridas pelo termo de referência, apresentado nesta quinta-feira, têm por objetivo recuperar ao máximo a originalidade do projeto paisagístico, com a transposição de palmeiras que estão no próprio jardim e plantio de outras já com meia idade, como também de ipês amarelos e o replantio de grama batatais e Cipó de São João, utilizados por Burle Marx quando executou seu projeto de reformulação. Algumas espécies exóticas que foram introduzidas no jardim posteriormente à obra de Burle Marx serão suprimidas, conforme sugere o IPHAN.

Antes da intervenção de Burle Marx, o lugar possuía um visual carregado dificultando a apreciação do sítio histórico. O jardim de Burle Marx, em formato de linhas sinuosas e modernas, passou a sinalizar o caminho da Cruz, compondo um espaço único de convívio e contemplação em diálogo com a paisagem do entorno.