{"id":96,"date":"2017-09-18T11:37:05","date_gmt":"2017-09-18T14:37:05","guid":{"rendered":"http:\/\/servidor.congonhas.mg.gov.br\/congonhas\/?page_id=96"},"modified":"2017-10-04T16:26:11","modified_gmt":"2017-10-04T19:26:11","slug":"patrimonio-historico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/patrimonio-historico\/","title":{"rendered":"PATRIM\u00d4NIO HIST\u00d3RICO"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-611 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/8.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"527\" \/><\/p>\n<p><strong>Santu\u00e1rio do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (iniciado em 1757)<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa da constru\u00e7\u00e3o do templo se deve ao minerador Feliciano Mendes, que acompanhava a bandeira de Bartolomeu Bueno quando caiu em uma grave enfermidade. Desesperado, o minerador fez uma promessa a Bom Jesus de Matosinhos, jurando trabalhar exclusivamente a seu servi\u00e7o caso melhorasse. Ficando curado, Feliciano Mendes teria passado a colher esmolas para a constru\u00e7\u00e3o do templo, que n\u00e3o chegou a ver completado.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria repetida de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o sobre a devo\u00e7\u00e3o de Feliciano Mendes n\u00e3o \u00e9, por\u00e9m, o aspecto mais c\u00e9lebre do Santu\u00e1rio. O que fez a UNESCO declarar o Santu\u00e1rio como Patrim\u00f4nio Cultural da Humanidade \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o em sua constru\u00e7\u00e3o, ao longo de todo o s\u00e9culo XVIII (s\u00f3 foi completada no final do s\u00e9culo XIX), de alguns dos mais brilhantes artistas da \u00e9poca: Jo\u00e3o Nepomuceno Correia e Castro (pintor), Jer\u00f4nimo F\u00e9lix (entalhador), Francisco de Lima Cerqueira (construtor), Manuel da Costa Ata\u00edde (pintor), Jo\u00e3o de Carvalhais (dourador), Ant\u00f4nio Roiz Falcato, Ant\u00f4nio G. Rosa (construtores), Bernardo Pires (pintou o\u00a0 teto do altar-mor), al\u00e9m de Aleijadinho. As imagens de autoria deste, no Santu\u00e1rio, s\u00e3o consideradas como sua realiza\u00e7\u00e3o m\u00e1xima.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Passos da Paix\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em frente ao Santu\u00e1rio est\u00e3o os Passos da Paix\u00e3o de Cristo, distribu\u00eddos em seis capelas, que abrigam as 66 pe\u00e7as esculpidas em cedro por Aleijadinho e sua equipe e pintadas por Manoel da Costa Ata\u00edde e Francisco Xavier Carneiro. Datam entre 1796 a 1799.<\/p>\n<p><em>1\u00ba Passo<\/em> &#8211; Ceia<\/p>\n<p><em>2\u00ba Passo<\/em> &#8211; Horto<\/p>\n<p><em>3\u00ba Passo<\/em> &#8211; Pris\u00e3o<\/p>\n<p><em>4\u00ba Passo<\/em> \u2013 Flagela\u00e7\u00e3o e Coroa\u00e7\u00e3o de Espinhos<\/p>\n<p><em>5\u00ba Passo<\/em> \u2013 Subida ao Calv\u00e1rio ou Cruz-\u00e0s-Costas<\/p>\n<p><em>6\u00ba Passo<\/em> \u2013 Crucifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Profetas<\/strong><\/p>\n<p>Depois da conclus\u00e3o das obras dos Passos da Paix\u00e3o, Aleijadinho e seus auxiliares iniciaram a execu\u00e7\u00e3o dos 12 Profetas para o adro da Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. De 1800 a 1805, Aleijadinho, mesmo muito doente, deixou aqui, nas imagens esculpidas em pedra-sab\u00e3o, a marca de sua genialidade.<\/p>\n<p>Os profetas s\u00e3o de tamanho natural. Est\u00e3o vestidos \u00e0 moda oriental e carregam uma cartela com inscri\u00e7\u00e3o latina, segundo a profecia de cada um. S\u00e3o eles: Jeremias, Isa\u00edas, Baruc, Ezequiel, Daniel, Os\u00e9ias, Joel, Am\u00f3s, Abdias, Jonas, Naum e Habacuc.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e3o dos Ex-votos<\/strong><\/p>\n<p>No P\u00e1tio da Bas\u00edlica est\u00e1 o Sal\u00e3o dos Ex-votos. De v\u00e1rias \u00e9pocas, contam atrav\u00e9s de pinturas, retratos, ceras modeladas (na forma de bra\u00e7os, m\u00e3os, cabe\u00e7as) e cartas, que registram os milagres obtidos por interm\u00e9dio do Bom Jesus de Matosinhos.<\/p>\n<p>O ex-voto \u00e9 uma forma popular de agradecimento por uma gra\u00e7a alcan\u00e7ada. \u00c9 um testemunho de f\u00e9 religiosa. A Cole\u00e7\u00e3o dos 89 Ex-votos de Congonhas \u00e9 de grande interesse art\u00edstico e foi tombada em 29\/01\/81, pelo IPHAN. Algumas dessas pe\u00e7as s\u00e3o do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p><strong>Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio (s\u00e9culo XVII)<\/strong><\/p>\n<p>A mais antiga de Congonhas. Sua constru\u00e7\u00e3o foi \u201crealizada\u201d pelos negros, no in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o do povoado. Acredita-se que a obra foi realizada em 1697.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Igreja Matriz de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o (1734)<\/strong><\/p>\n<p>Na igreja encontram-se v\u00e1rias fases do Barroco. A constru\u00e7\u00e3o \u00e9 da primeira metade do s\u00e9culo XVIII. Apresenta o estilo jesu\u00edtico na sua fachada. V\u00e1rios artistas trabalharam nela, destacando-se Ant\u00f4nio Francisco Lisboa. A portada em pedra-sab\u00e3o, obra de Aleijadinho, representa a Arca de No\u00e9 e a Pomba Imaculada, figuras b\u00edblicas de Maria Imaculada, pairando sobre o dil\u00favio do pecado. Foi tombada em 21 de julho de 1950 pelo IPHAN.<\/p>\n<p><strong>Igreja de Nossa Senhora da Ajuda (1746)<\/strong><\/p>\n<p>Localizada no distrito de Alto Maranh\u00e3o, pouco se conhece a respeito da constru\u00e7\u00e3o dessa capela. Sua an\u00e1lise construtiva formal permite inclu\u00ed-la a partir da segunda metade do s\u00e9culo XVIII, conforme informa\u00e7\u00f5es do IEPHA-MG.<\/p>\n<p><strong>Igreja de Nossa Senhora da Soledade (s\u00e9c. XVIII)<\/strong><\/p>\n<p>Essa refer\u00eancia de tempo para a igreja do distrito de Lobo Leite n\u00e3o pode ser considerada exata, j\u00e1 que faltam documentos que a comprovem. A avalia\u00e7\u00e3o de sua idade se baseia no aspecto externo e nos elementos de seu interior.<\/p>\n<p>Fisicamente localizada no munic\u00edpio de Congonhas, ela tem movimentada rela\u00e7\u00e3o no campo eclesi\u00e1stico: depois de ligada a Congonhas (Par\u00f3quia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o), Miguel Burnier, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco, hoje est\u00e1 sob os cuidados religiosos da Par\u00f3quia Nossa Senhora M\u00e3e da Igreja, de Congonhas. Ela foi assaltada por duas vezes, do que resultou o desaparecimento de oito imagens, inclusive a da padroeira, das quais duas foram recuperadas.<\/p>\n<p><strong>Igreja Matriz de S\u00e3o Jos\u00e9 (Finalizada no in\u00edcio do s\u00e9culo XX)<\/strong><\/p>\n<p>Localizada na Ladeira Hist\u00f3rica de Congonhas, a Igreja Matriz de S\u00e3o Jos\u00e9 Oper\u00e1rio foi iniciada em 1817; entretanto suas obras foram terminadas somente no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Com talha neocl\u00e1ssica, possui tr\u00eas altares primitivos e pinturas simples no teto da nave principal. Suas torres arredondadas (estilo da Igreja S\u00e3o Francisco de Assis, de Ouro Preto) difere das demais igrejas de Congonhas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Beco dos Canudos<\/strong><\/p>\n<p>Formado por casas de propriedade da Reitoria da Bas\u00edlica\u00a0do Senhor Bom Jesus, preserva a arquitetura caracter\u00edstica\u00a0do per\u00edodo colonial. Estas edifica\u00e7\u00f5es abrigam lojas de \u201csouvenir\u201d.\u00a0\u00a0O artesanato comercializado \u00e9 bastante diversificado.\u00a0\u00a0S\u00e3o vendidos artigos feitos em gesso, pedra-sab\u00e3o,\u00a0madeira, cer\u00e2mica, tape\u00e7aria, cestos, estanhos, pedras semi preciosas e outros.<\/p>\n<p><strong>Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil \u00e9 uma edifica\u00e7\u00e3o representativa da arquitetura ecl\u00e9tica do in\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santu\u00e1rio do Senhor Bom Jesus de Matosinhos (iniciado em 1757) A iniciativa da constru\u00e7\u00e3o do templo se deve ao minerador Feliciano Mendes, que acompanhava a bandeira de Bartolomeu Bueno quando caiu em uma grave enfermidade. Desesperado, o minerador fez uma promessa a Bom Jesus de Matosinhos, jurando trabalhar exclusivamente a seu servi\u00e7o caso melhorasse. Ficando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-96","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/96","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/96\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":722,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/96\/revisions\/722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}