{"id":47769,"date":"2025-05-02T09:00:13","date_gmt":"2025-05-02T12:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/?p=47769"},"modified":"2025-05-02T16:07:40","modified_gmt":"2025-05-02T19:07:40","slug":"prefeitura-de-congonhas-mobiliza-busca-ativa-para-valorizar-mestres-da-cultura-popular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/prefeitura-de-congonhas-mobiliza-busca-ativa-para-valorizar-mestres-da-cultura-popular\/","title":{"rendered":"Prefeitura de Congonhas mobiliza busca ativa para valorizar mestres da cultura popular"},"content":{"rendered":"<p>Em uma articula\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Congonhas, o munic\u00edpio deu um passo para transformar a realidade de mestres e mestras da cultura popular e tradicional. A a\u00e7\u00e3o foi desencadeada ap\u00f3s uma reuni\u00e3o com a produtora cultural Marluce Balbino, que alertou sobre o baixo n\u00famero de inscri\u00e7\u00f5es nos editais de premia\u00e7\u00e3o voltados para esses mestres em Minas Gerais. Entre os principais motivos, est\u00e3o a aus\u00eancia de registros documentais de seus trabalhos, a dificuldade de acesso a plataformas digitais e a falta de divulga\u00e7\u00e3o eficaz dos editais.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a cidade dos profetas decidiu que sua hist\u00f3ria seria diferente. Em parceria com a produtora, foi realizado um mutir\u00e3o de dez dias com uma busca ativa por todo o munic\u00edpio, incluindo distritos, periferias e comunidades tradicionais. O objetivo: identificar, entrevistar e documentar os mestres e mestras detentores de saberes tradicionais como Folia de Reis, Congado, Cultura Quilombola, Capoeira, Cultura de Terreiro, Raizeiros, Benzedeiros, Festejos Juninos e do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>A equipe respons\u00e1vel percorreu territ\u00f3rios culturais conversando com os mestres, orientando sobre os editais, reunindo a documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, elaborando portf\u00f3lios e dossi\u00eas personalizados. Esses dossi\u00eas foram encaminhados para a produtora respons\u00e1vel por lan\u00e7\u00e1-los na plataforma de inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foram classificados 11 mestres e tr\u00eas entidades de cultura popular (Congado Sereia do Mar, Quilombo Campinho e Folia de Reis de Santa Quit\u00e9ria Menino Jesus). Os classificados representam um recorte potente da diversidade e da for\u00e7a cultural de Congonhas. Entre eles, destacam-se nomes como Dona Dorica Maria das Dores Guedes, a congadeira mais antiga da cidade, com 84 anos e uma hist\u00f3ria pioneira no congado local; Dona Lourdes Coimbra, Yialorix\u00e1 da Casa Joana D\u2019Arc, que h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas conduz atividades espirituais, culturais e sociais; e Capit\u00e3o Raul (Guilherme Balbino), capit\u00e3o da primeira guarda de congada da cidade e um dos principais nomes da cultura congadeira de Congonhas.<\/p>\n<p>Entre as entidades de destaque est\u00e1 o Quilombo Campinho, comunidade remanescente quilombola certificada pela Funda\u00e7\u00e3o Palmares, que abriga diversos mestres e mestras e preserva pr\u00e1ticas culturais centen\u00e1rias.<\/p>\n<p>A iniciativa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio imaterial da cidade, e seus impactos s\u00e3o amplos: preserva a mem\u00f3ria cultural, fortalece a identidade coletiva, fomenta o turismo, gera emprego e renda, incentiva a forma\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es e promove o reconhecimento da diversidade cultural.<\/p>\n<p>\u201cA busca ativa foi um divisor de \u00e1guas. Tornou vis\u00edveis aqueles que h\u00e1 d\u00e9cadas v\u00eam construindo, silenciosamente, o legado cultural de nossa cidade. S\u00e3o hist\u00f3rias fortes, muitas vezes apagadas pelo etarismo e por heran\u00e7as de exclus\u00e3o, mas que agora t\u00eam a oportunidade de serem reconhecidas e valorizadas\u201d, explicaram a secret\u00e1ria adjunta de Secretaria de Desenvolvimento, Assist\u00eancia Social e Cidadania (Sedas), Silnara Faustino, Adriana Lopes, gerente de Mobiliza\u00e7\u00e3o Cultural e Higgara Resende, gerente de Levantamento Sociocultural.<\/p>\n<p>Outro aspecto relevante do processo diz respeito aos motivos que levaram muitos agentes culturais a enfrentarem dificuldades com seus registros. Essas dificuldades n\u00e3o decorrem, necessariamente, de omiss\u00e3o ou desinteresse, mas sim da aus\u00eancia de uma percep\u00e7\u00e3o consolidada sobre a relev\u00e2ncia do que desenvolvem. Como resultado, n\u00e3o possuem o h\u00e1bito de registrar seus trabalhos e, at\u00e9 recentemente, n\u00e3o haviam recebido orienta\u00e7\u00f5es sobre a import\u00e2ncia desse tipo de documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa realidade evidencia a falta de conhecimento disseminado sobre o valor de reconhecer e formalizar o fazer cultural como uma atividade profissional. Soma-se a isso o desafio do acesso \u00e0s plataformas digitais, especialmente entre os mais velhos, que n\u00e3o passaram por processos de inclus\u00e3o digital e, por isso, enfrentam barreiras t\u00e9cnicas para participar de editais e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Por Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Congonhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma articula\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Congonhas, o munic\u00edpio deu um passo para transformar a realidade de mestres e mestras da cultura popular e tradicional. 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