{"id":51020,"date":"2025-10-14T14:07:27","date_gmt":"2025-10-14T17:07:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/?p=51020"},"modified":"2025-10-17T11:58:02","modified_gmt":"2025-10-17T14:58:02","slug":"orgulho-congonhense-jaqueline-otavira-e-a-primeira-mulher-maratonista-e-ultramaratonista-residente-em-congonhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/orgulho-congonhense-jaqueline-otavira-e-a-primeira-mulher-maratonista-e-ultramaratonista-residente-em-congonhas\/","title":{"rendered":"Orgulho Congonhense: Jaqueline Otavira \u00e9 a primeira mulher maratonista e ultramaratonista residente em Congonhas"},"content":{"rendered":"<p>O que come\u00e7ou como um simples passatempo se transformou em um prop\u00f3sito de vida. A corredora congonhense Jaqueline Otavira descobriu na corrida de rua uma verdadeira paix\u00e3o e, com disciplina e foco, escreveu seu nome na hist\u00f3ria do esporte local ao se tornar a primeira mulher de Congonhas a concluir uma maratona (42,195 km) e uma ultramaratona (50 km). \u201cFa\u00e7o quest\u00e3o de ressaltar que nasci, moro e treino em Congonhas\u201d.<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria teve in\u00edcio de forma inesperada. \u201cMinha hist\u00f3ria com a corrida come\u00e7ou quase como um pontap\u00e9 do destino. Eu j\u00e1 corria por conta pr\u00f3pria, mas sem dire\u00e7\u00e3o. Tudo mudou quando, em uma corrida noturna, conheci a m\u00e3e do meu futuro treinador, Frankylin Machado (@frank_machado_running). Ela me sugeriu procur\u00e1-lo, e aquele encontro transformou minha rela\u00e7\u00e3o com o esporte\u201d, relembra.<br \/>\nCom o acompanhamento de Frankylin, que a orientou no in\u00edcio, quando ainda aprendia as t\u00e9cnicas b\u00e1sicas, Jaqueline passou a encarar os treinos com seriedade e planejamento.<\/p>\n<p>O resultado veio em abril de 2024, quando completou sua primeira maratona, em Bras\u00edlia, sob a orienta\u00e7\u00e3o do treinador Giles Dias (@corregiles). \u201cA maratona merece respeito. Mesmo com preparo, nem sempre o resultado \u00e9 como desejamos, mas a experi\u00eancia ensina muito sobre resili\u00eancia e entrega\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O desafio seguinte foi ainda maior: a Ultramaratona Caminhos de Rosa, com 50 km, realizada em Paraopeba (MG), uma das provas mais duras do pa\u00eds. O percurso, inspirado nas paisagens que marcaram a obra Grande Sert\u00e3o: Veredas, de Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, colocou \u00e0 prova o corpo e a mente da atleta.<br \/>\n\u201cEssa prepara\u00e7\u00e3o foi com o apoio e incentivo do meu amigo Eust\u00e1quio Machado (@cutiaeustaquio), que me ajudou muito nesse novo desafio\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cSenti um al\u00edvio imenso ao cruzar a linha de chegada. Foram quil\u00f4metros sob o calor intenso, poeira e solid\u00e3o, carregando toda a \u00e1gua e alimenta\u00e7\u00e3o. Cada passo era um teste de resist\u00eancia f\u00edsica e mental. Mas foi tamb\u00e9m uma experi\u00eancia cultural e transformadora\u201d, relata.<\/p>\n<p>A supera\u00e7\u00e3o veio acompanhada de conquistas expressivas: 2\u00ba lugar geral e 1\u00ba lugar na faixa et\u00e1ria. \u201cFoi uma felicidade gigante. Esse resultado confirma que estou no caminho certo. Caminhos de Rosa exige muito, e conquistar essa coloca\u00e7\u00e3o foi a prova de que todo o esfor\u00e7o valeu a pena\u201d, comemora.<\/p>\n<p>Atualmente, Jaqueline mant\u00e9m uma rotina de treinos disciplinada, com corrida, fortalecimento muscular, alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e descanso rigoroso. \u201c\u00c9 um equil\u00edbrio constante entre corpo, mente, trabalho e dedica\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mais do que resultados, ela carrega o orgulho de abrir caminhos para outras mulheres. \u201cSer a primeira mulher de Congonhas a completar uma maratona e uma ultramaratona \u00e9 uma alegria e uma responsabilidade. Quero que outras mulheres vejam que limites s\u00e3o apenas pontos de partida. Eu sou a prova de que \u00e9 poss\u00edvel\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o para correr longas dist\u00e2ncias surgiu de um desafio lan\u00e7ado por uma amiga. \u201cEla disse que n\u00e3o havia mulheres maratonistas em Congonhas. Aquilo ficou na minha cabe\u00e7a e se transformou em meta. A ultramaratona, por sua vez, foi um desafio interno: vencer o medo e provar para mim mesma que eu podia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Entre os maiores obst\u00e1culos, a atleta aponta o medo de treinar sozinha nas ruas ainda escuras. \u201cComo mulher, sair para correr \u00e0s 4h da manh\u00e3 me deixava insegura. Essa era a parte mais dif\u00edcil, mas aprendi a lidar com isso e segui em frente.\u201d<\/p>\n<p>Hoje, com orgulho e serenidade, ela celebra cada conquista e deixa uma mensagem \u00e0s congonhenses. \u201cQuero que minha hist\u00f3ria inspire outras mulheres. Que, em breve, eu n\u00e3o seja mais a primeira, mas apenas uma entre muitas de Congonhas que se desafiaram e venceram. A vit\u00f3ria real ser\u00e1 quando isso se tornar comum e acess\u00edvel a todas n\u00f3s.\u201d<\/p>\n<p>Por Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Congonhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que come\u00e7ou como um simples passatempo se transformou em um prop\u00f3sito de vida. 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