{"id":5192,"date":"2018-06-12T20:37:30","date_gmt":"2018-06-12T23:37:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/?p=5192"},"modified":"2018-06-13T16:13:13","modified_gmt":"2018-06-13T19:13:13","slug":"professora-da-rede-municipal-de-ensino-participa-de-documentario-sobre-educadoras-transexuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/professora-da-rede-municipal-de-ensino-participa-de-documentario-sobre-educadoras-transexuais\/","title":{"rendered":"Professora da rede municipal de ensino participa de document\u00e1rio sobre educadoras transexuais"},"content":{"rendered":"<p>Congonhas \u00e9 uma das cidades brasileiras que est\u00e1 participando do projeto &#8220;Educa\u00e7\u00e3o em Transi\u00e7\u00e3o&#8221;, de autoria dos jornalistas Vanessa de S\u00e1 e Toni Pires e realizado por meio do Centro Europeu de Jornalismo, com recursos da Funda\u00e7\u00e3o Bill e Melinda Gates. O trabalho acompanha a vida de professoras transexuais do Brasil e de outros pa\u00edses sul-americanos e tem o intuito de mostrar como as escolas est\u00e3o se tornando ambientes inclusivos, humanos e proporcionando a cidadania. Os profissionais estiveram no Munic\u00edpio nesta ter\u00e7a-feira, 12, para conversar com a professora da creche Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, Leona Freitas.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o vai gerar diversos formatos jornal\u00edsticos. Ser\u00e3o produzidas reportagens para ve\u00edculos nacionais (Folha de S\u00e3o Paulo e UOL) e internacionais (The Guardian e Global Voices). Um document\u00e1rio e stotytellings tamb\u00e9m ser\u00e3o desenvolvidos. Al\u00e9m de Minas Gerais, o trabalho ser\u00e1 desenvolvido nos estados do Cear\u00e1, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, e tamb\u00e9m na Argentina e na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Segundo a jornalista Vanessa de S\u00e1, em nenhum pa\u00eds do mundo \u00e9 dada visibilidade \u00e0s educadoras transexuais. Para ela, Congonhas \u00e9 um diferencial. &#8220;Fiquei meses pesquisando personagens que pudessem compor o nosso projeto. Cheguei \u00e0 Leona porque vi em um site regional uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado sobre ela. Queremos fugir um pouco dos grandes centros urbanos. A hist\u00f3ria de Congonhas \u00e9 justamente por ser uma cidade pequena. \u00c9 bastante pioneiro encontrarmos a inser\u00e7\u00e3o de uma profissional trans dentro da educa\u00e7\u00e3o de uma cidade t\u00e3o pequena. Em contato com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, fomos bem recebidos. Queremos mostrar que a escola est\u00e1 mudando e est\u00e1 se abrindo para uma nova realidade&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Para a professora Leona Freitas, esta \u00e9 uma forma de romper barreiras. &#8220;\u00c9 uma forma de mostrar que professoras trans est\u00e3o a\u00ed para ocupar espa\u00e7os que, at\u00e9 ent\u00e3o, eram inimagin\u00e1veis. Existe um prest\u00edgio social em ser professora. Me sinto guerreira, corajosa e transgressora. Em Congonhas \u00e9 muito tranquilo. Fui muito bem recebida. \u00c9 claro que existe estranhamento \u00e0 princ\u00edpio, mas s\u00f3 tenho que falar bem&#8221;, refor\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Congonhas \u00e9 uma das cidades brasileiras que est\u00e1 participando do projeto &#8220;Educa\u00e7\u00e3o em Transi\u00e7\u00e3o&#8221;, de autoria dos jornalistas Vanessa de S\u00e1 e Toni Pires e realizado por meio do Centro Europeu de Jornalismo, com recursos da Funda\u00e7\u00e3o Bill e Melinda Gates. 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