{"id":53356,"date":"2026-02-25T17:00:40","date_gmt":"2026-02-25T20:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/?p=53356"},"modified":"2026-02-25T18:25:10","modified_gmt":"2026-02-25T21:25:10","slug":"orgulho-congonhense-jornalista-e-pesquisadora-vence-concurso-nacional-do-iphan-com-pesquisa-sobre-fe-arte-e-patrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/orgulho-congonhense-jornalista-e-pesquisadora-vence-concurso-nacional-do-iphan-com-pesquisa-sobre-fe-arte-e-patrimonio\/","title":{"rendered":"Orgulho congonhense: jornalista e pesquisadora vence concurso nacional do IPHAN com pesquisa sobre f\u00e9, arte e patrim\u00f4nio"},"content":{"rendered":"<p>A jornalista e pesquisadora congonhense Isabella Mendes Freitas, de 42 anos, conquistou o 1\u00ba lugar no Concurso S\u00edlvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular, promovido pelo IPHAN, com uma pesquisa que analisa as rela\u00e7\u00f5es entre f\u00e9, arte e patrim\u00f4nio a partir do Museu de Congonhas e do entorno do Santu\u00e1rio do Bom Jesus de Matosinhos.<\/p>\n<p>A premia\u00e7\u00e3o, que contou com 121 trabalhos inscritos e avalia\u00e7\u00e3o de uma banca altamente qualificada, foi recebida pela pesquisadora como uma grata surpresa e como reconhecimento de um trabalho acad\u00eamico desenvolvido ao longo dos \u00faltimos anos. \u201cO primeiro lugar materializa o reconhecimento de um trabalho quase invis\u00edvel e \u00e9 um grande incentivo para a continuidade n\u00e3o apenas da minha pesquisa, mas tamb\u00e9m de outras relacionadas ao tema do patrim\u00f4nio e dos museus na contemporaneidade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para Isabella, o pr\u00eamio possui relev\u00e2ncia tanto acad\u00eamica quanto profissional, pois valida a qualidade cient\u00edfica do estudo ao ser reconhecido por especialistas da \u00e1rea e amplia a circula\u00e7\u00e3o do conhecimento produzido. \u201cO pr\u00eamio estimula a circula\u00e7\u00e3o do trabalho, torna-o conhecido e instiga a leitura por diferentes p\u00fablicos, democratizando esse saber\u201d, destacou.<\/p>\n<p>O trabalho premiado se diferencia por observar Congonhas e suas manifesta\u00e7\u00f5es culturais (patrimonializadas ou n\u00e3o) como uma \u201cfabrica\u00e7\u00e3o cotidiana\u201d, constru\u00edda por diversos atores sociais, como moradores, romeiros, t\u00e9cnicos e gestores. A pesquisa utiliza categorias te\u00f3ricas como colecionamento, artifica\u00e7\u00e3o, hibrida\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o para compreender a cidade como um conjunto din\u00e2mico de mem\u00f3ria, disputas simb\u00f3licas e reinven\u00e7\u00f5es constantes, al\u00e9m de reunir o olhar t\u00e9cnico da pesquisadora com a viv\u00eancia de quem estudou a pr\u00f3pria cidade natal.<\/p>\n<p>A escolha do Museu de Congonhas como objeto central foi motivada por sua singularidade enquanto \u201cmuseu de s\u00edtio\u201d, projetado para interpretar um monumento reconhecido como patrim\u00f4nio mundial, al\u00e9m da possibilidade de investigar as rela\u00e7\u00f5es entre passado, mem\u00f3ria e desenvolvimento urbano em uma cidade hist\u00f3rica marcada por diferentes narrativas.<\/p>\n<p>Entre os principais achados do estudo, defendido em 2024, est\u00e1 a constata\u00e7\u00e3o de que a constru\u00e7\u00e3o do Museu evidenciou conflitos estruturais do desenvolvimento de Congonhas, envolvendo escolhas entre preserva\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e esquecimento e a conviv\u00eancia entre a cidade hist\u00f3rica e a atividade mineradora. A pesquisa aponta ainda que diferentes agentes \u2014 como igreja, devotos, t\u00e9cnicos, moradores e institui\u00e7\u00f5es \u2014 participam da constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do s\u00edtio hist\u00f3rico e do pr\u00f3prio museu, em um processo cont\u00ednuo de apropria\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m analisa a ressignifica\u00e7\u00e3o dos ex-votos no espa\u00e7o museol\u00f3gico, onde deixam de ser objetos de devo\u00e7\u00e3o \u00edntima para se tornarem documentos hist\u00f3ricos e bens culturais, passando por processos de classifica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o que atribuem novos significados a esses elementos.<\/p>\n<p>A pesquisa indica ainda que o museu atua como mediador entre f\u00e9, arte e pol\u00edticas de patrim\u00f4nio, especialmente por meio de a\u00e7\u00f5es educativas e da atua\u00e7\u00e3o de educadores que traduzem o conhecimento t\u00e9cnico para uma linguagem acess\u00edvel aos visitantes e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local, contribuindo para aproximar a comunidade do espa\u00e7o museol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, Congonhas se configura como um caso emblem\u00e1tico no campo das Ci\u00eancias Sociais e do patrim\u00f4nio cultural, por reunir a monumentalidade barroca e os impactos da minera\u00e7\u00e3o industrial, permitindo reflex\u00f5es sobre mem\u00f3ria, tradi\u00e7\u00e3o, modernidade e participa\u00e7\u00e3o social nas pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O texto premiado \u00e9 resultado de sua tese de doutorado e deve ser ampliado para publica\u00e7\u00e3o em livro, proposta que ganhou for\u00e7a ap\u00f3s a conquista do pr\u00eamio. Entre os pr\u00f3ximos projetos, Isabella pretende acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es do Museu de Congonhas e aprofundar estudos sobre as r\u00e9plicas dos profetas, como poss\u00edvel tema de p\u00f3s-doutorado.<\/p>\n<p>Por Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Congonhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A jornalista e pesquisadora congonhense Isabella Mendes Freitas, de 42 anos, conquistou o 1\u00ba lugar no Concurso S\u00edlvio Romero de Monografias sobre Folclore e Cultura Popular, promovido pelo IPHAN, com uma pesquisa que analisa as rela\u00e7\u00f5es entre f\u00e9, arte e patrim\u00f4nio a partir do Museu de Congonhas e do entorno do Santu\u00e1rio do Bom Jesus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":53357,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,15],"tags":[],"class_list":["post-53356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53356"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53358,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53356\/revisions\/53358"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}