{"id":57810,"date":"2026-09-28T11:18:05","date_gmt":"2026-09-28T14:18:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/?p=57810"},"modified":"2026-09-28T11:18:05","modified_gmt":"2026-09-28T14:18:05","slug":"orgulho-congonhense-maria-da-paz-e-a-missao-de-manter-viva-a-memoria-do-alto-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/orgulho-congonhense-maria-da-paz-e-a-missao-de-manter-viva-a-memoria-do-alto-maranhao\/","title":{"rendered":"Orgulho congonhense: Maria da Paz e a miss\u00e3o de manter viva a mem\u00f3ria do Alto Maranh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Antes de se tornar pesquisa, a hist\u00f3ria do Alto Maranh\u00e3o fez parte da vida de Maria da Paz Pinto. Nascida no S\u00edtio da Bomba\u00e7a e criada no distrito, ela cresceu ouvindo relatos, conhecendo tradi\u00e7\u00f5es, acompanhando celebra\u00e7\u00f5es religiosas e convivendo com pessoas que ajudaram a construir a identidade da comunidade. Aos 67 anos, aposentada da \u00e1rea educacional e habilitada em Hist\u00f3ria da Arte Sacra, transformou essa liga\u00e7\u00e3o com o lugar em uma trajet\u00f3ria dedicada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Atualmente, dedica-se a estudos sobre hist\u00f3ria, cultura, mem\u00f3ria e patrim\u00f4nio, principalmente de Alto Maranh\u00e3o, Congonhas e regi\u00e3o. Seu trabalho re\u00fane documentos, fotografias, relatos de moradores, informa\u00e7\u00f5es sobre fam\u00edlias, religiosidade, tradi\u00e7\u00f5es e acontecimentos que marcaram a comunidade. \u201cAlto Maranh\u00e3o representa muito mais do que o lugar onde nasci, \u00e9 a minha raiz, o espa\u00e7o onde constru\u00ed minhas primeiras refer\u00eancias de vida, de fam\u00edlia, de f\u00e9 e de pertencimento\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Foi a conviv\u00eancia com o distrito que despertou seu interesse pela hist\u00f3ria. Desde cedo, percebeu que casas, caminhos, festas, fam\u00edlias e relatos dos moradores mais antigos guardavam informa\u00e7\u00f5es que poderiam se perder com o tempo. A partir da\u00ed, come\u00e7ou a pesquisar, ouvir moradores e reunir documentos e fotografias.<\/p>\n<p>O trabalho se estendeu por 11 anos e resultou no livro Alto Maranh\u00e3o: distrito ber\u00e7o de Congonhas, lan\u00e7ado em 2026, com 752 p\u00e1ginas. A publica\u00e7\u00e3o re\u00fane hist\u00f3rias de fam\u00edlias, personagens, religiosidade, tradi\u00e7\u00f5es, documentos, fotografias e acontecimentos que ajudam a compreender a forma\u00e7\u00e3o do distrito e sua rela\u00e7\u00e3o com Congonhas e a regi\u00e3o do Alto Paraopeba.<\/p>\n<p>Mais do que reunir datas e fatos, a autora procurou registrar as pessoas que fizeram parte dessa trajet\u00f3ria. \u201cGostaria que o leitor encontrasse muito mais do que informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Espero que encontre pessoas, fam\u00edlias, hist\u00f3rias de vida, sentimentos, tradi\u00e7\u00f5es, f\u00e9, cultura e identidade\u201d, explica.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 resultado de uma trajet\u00f3ria que come\u00e7ou antes da publica\u00e7\u00e3o. Em 2017, lan\u00e7ou Geraldo Lucindo: f\u00e9, sonho e trabalho, dedicado \u00e0 hist\u00f3ria de seu pai. Tamb\u00e9m participou das edi\u00e7\u00f5es de Lafaiete em Prosa, em 2023 e 2025, do livro Congonhas: Cultura, Arte e F\u00e9 \u2013 Antologia, Volume II, da Academia de Ci\u00eancias, Letras e Artes de Congonhas (ACLAC), em 2025, e do projeto Que Rua \u00e9 Essa? tamb\u00e9m da ACLAC, lan\u00e7ado em 2026.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m chega \u00e0s escolas, com palestras sobre \u201cPatrim\u00f4nio, Cidadania e Pertencimento\u201d e oficinas sobre patrim\u00f4nio material e imaterial. O objetivo \u00e9 aproximar crian\u00e7as e jovens da hist\u00f3ria e da cultura de suas comunidades.<\/p>\n<p>\u201cQuando conhecemos a hist\u00f3ria de um lugar, passamos a enxerg\u00e1-lo com outros olhos. Uma igreja deixa de ser apenas uma constru\u00e7\u00e3o; uma rua deixa de ser apenas um caminho; uma festa deixa de ser apenas uma celebra\u00e7\u00e3o. Tudo passa a ter significado\u201d, explica.<\/p>\n<p>No Alto Maranh\u00e3o, essa hist\u00f3ria permanece presente em locais como as ru\u00ednas da casa do Capit\u00e3o Zeca Moreira, as ru\u00ednas da antiga cadeia, a Fonte Nossa Senhora da Ajuda e a Capela de Nossa Senhora da Ajuda, refer\u00eancia da arquitetura barroca. Para a pesquisadora, esses espa\u00e7os s\u00e3o registros materiais de diferentes per\u00edodos da comunidade. \u201cEsses lugares n\u00e3o devem ser vistos apenas como vest\u00edgios de um tempo distante, mas como documentos vivos que ajudam a compreender a organiza\u00e7\u00e3o social, a vida cotidiana, a religiosidade, as rela\u00e7\u00f5es de poder e a import\u00e2ncia que o Alto Maranh\u00e3o alcan\u00e7ou ao longo de sua hist\u00f3ria\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O trabalho tamb\u00e9m representa uma forma de reconhecer homens e mulheres que contribu\u00edram para a forma\u00e7\u00e3o de Congonhas e cujas hist\u00f3rias muitas vezes permanecem guardadas apenas na mem\u00f3ria das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Ao registrar a hist\u00f3ria do lugar onde nasceu, Maria da Paz tamb\u00e9m preserva parte da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria. \u201c\u00c9 uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma grande alegria. Eu me sinto privilegiada por poder contribuir para o registro de uma hist\u00f3ria \u00e0 qual perten\u00e7o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Depois de mais de uma d\u00e9cada dedicada a pesquisas, o desejo \u00e9 que esse trabalho continue servindo de fonte para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es e incentive outras pessoas a preservar suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. \u201cGostaria de deixar um legado de mem\u00f3ria, de valoriza\u00e7\u00e3o das nossas ra\u00edzes e de amor pela hist\u00f3ria\u201d, resume. E completa: \u201cMeu maior desejo \u00e9 que aquilo que pertence \u00e0 mem\u00f3ria de um povo n\u00e3o se perca com o passar do tempo.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-57812 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Maria-da-Paz-82-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"428\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Maria-da-Paz-82-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Maria-da-Paz-82-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Maria-da-Paz-82-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/Maria-da-Paz-82.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 428px) 100vw, 428px\" \/><\/p>\n<p>Por: Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o \/ Prefeitura de Congonhas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de se tornar pesquisa, a hist\u00f3ria do Alto Maranh\u00e3o fez parte da vida de Maria da Paz Pinto. 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