{"id":58376,"date":"2026-10-30T09:00:23","date_gmt":"2026-10-30T12:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/?p=58376"},"modified":"2026-10-30T09:12:17","modified_gmt":"2026-10-30T12:12:17","slug":"orgulho-congonhense-estudante-une-futebol-e-literatura-em-movimento-com-mais-de-120-mil-seguidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/index.php\/orgulho-congonhense-estudante-une-futebol-e-literatura-em-movimento-com-mais-de-120-mil-seguidores\/","title":{"rendered":"Orgulho Congonhense: estudante une futebol e literatura em movimento com mais de 120 mil seguidores"},"content":{"rendered":"<p>A paix\u00e3o pelo Atl\u00e9tico Mineiro e o amor pela literatura se encontraram em uma ideia que nasceu despretensiosamente e ganhou propor\u00e7\u00f5es que Carolina Marques, de 22 anos, nunca imaginou. Nascida e criada em Congonhas, a estudante de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) \u00e9 a idealizadora do Galeitura, movimento cultural criado em setembro de 2026 que ultrapassou 120 mil seguidores nas redes sociais em aproximadamente um m\u00eas. Al\u00e9m de reunir torcedores em torno dos livros, o projeto tem mostrado que uma paix\u00e3o pode abrir caminhos para a descoberta de outras.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando Carolina acompanhava, no antigo Twitter, atual X, a repercuss\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias do jogador Gustavo Scarpa do time alvinegro. Entre coment\u00e1rios, brincadeiras e a curiosidade dos torcedores, ela enxergou a possibilidade de transformar aquele interesse em algo maior. Publicou a sugest\u00e3o de criar um clube do livro para que atleticanos pudessem ler e conversar sobre as obras recomendadas. Foi dormir sem imaginar o que encontraria no dia seguinte: v\u00e1rias pessoas dispostas a participar.<\/p>\n<p>O que parecia ser um pequeno grupo de dez ou vinte leitores come\u00e7ou a crescer rapidamente. Pelo WhatsApp, os participantes organizaram a primeira leitura coletiva, <em>A Morte de Ivan Ilitch<\/em>, do escritor russo Liev Tolst\u00f3i. Vieram os cronogramas, os debates e os encontros virtuais e presenciais. Hoje, a comunidade est\u00e1 lendo <em>A Cabe\u00e7a do Santo<\/em>, da escritora brasileira Socorro Acioli, e continua ampliando suas experi\u00eancias liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>Para a estudante, o resultado mais significativo n\u00e3o est\u00e1 apenas nos n\u00fameros, mas nas hist\u00f3rias que chegam at\u00e9 ela. S\u00e3o pessoas que voltaram a ler depois de anos, que compraram um livro pela primeira vez em muito tempo ou que encontraram no grupo companhia para compartilhar uma nova experi\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cMuitas vezes, o problema n\u00e3o \u00e9 que as pessoas n\u00e3o gostam de ler. \u00c9 que elas nunca tiveram um incentivo, uma oportunidade ou algu\u00e9m com quem compartilhar essa experi\u00eancia\u201d, explica.<\/p>\n<p>A iniciativa tamb\u00e9m ultrapassou as fronteiras da torcida atleticana e inspirou torcedores de outros clubes a criarem seus pr\u00f3prios grupos de leitura. Em um universo conhecido pelas rivalidades, os livros passaram a oferecer um espa\u00e7o de encontro, mostrando que o futebol e a cultura podem caminhar juntos, mesmo entre pessoas que vestem camisas diferentes.<\/p>\n<p>O desejo de ampliar esse alcance tamb\u00e9m levou o Galeitura para al\u00e9m das redes sociais. Em parceria com o Instituto Galo, o movimento promoveu uma campanha de arrecada\u00e7\u00e3o de livros infanto juvenis, com pontos de coleta em Belo Horizonte. A mobiliza\u00e7\u00e3o reuniu mais de 2 mil exemplares, que representam oportunidades para que outras crian\u00e7as e jovens tenham contato com a literatura. Novas a\u00e7\u00f5es culturais, educativas e sociais est\u00e3o nos planos do grupo.<\/p>\n<p><strong>As primeiras p\u00e1ginas de uma hist\u00f3ria em Congonhas<\/strong><\/p>\n<p>Muito antes de criar uma comunidade com milhares de leitores, Carolina era uma menina do bairro Jardim Profeta que esperava ansiosamente pela sua vez de levar um livro para casa. Foi na escola p\u00fablica, durante o Ensino Fundamental I, que uma professora despertou seu interesse pela literatura com uma atividade simples: a cada semana, um aluno levava uma obra para ler e depois compartilhava um pequeno resumo com a turma.<\/p>\n<p>A expectativa pela chegada da pr\u00f3pria vez, o contato com as hist\u00f3rias e o prazer de escrever sobre o que havia lido fizeram parte dessa descoberta. Entre as lembran\u00e7as que guarda daquele per\u00edodo est\u00e1 <em>Chapeuzinho Amarelo<\/em>, de Chico Buarque, livro que marcou sua forma\u00e7\u00e3o como leitora.<\/p>\n<p>O incentivo recebido na escola teve reflexos duradouros. A literatura deixou de ser apenas uma atividade escolar e passou a fazer parte de sua vida, contribuindo para a escolha da gradua\u00e7\u00e3o em Letras. A educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica tamb\u00e9m abriu outras portas em sua trajet\u00f3ria: foi por meio dela que conquistou uma bolsa de estudos em uma escola particular e, posteriormente, chegou ao Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG).<\/p>\n<p>Por isso, acompanhar o alcance nacional do Galeitura tem um significado que vai al\u00e9m do sucesso de um projeto. A ideia que come\u00e7ou com uma publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais nasceu de uma jovem que construiu sua rela\u00e7\u00e3o com os livros em Congonhas, com o incentivo de uma professora e as oportunidades encontradas ao longo da vida escolar.<\/p>\n<p>\u201cSer de Congonhas torna tudo ainda mais especial. \u00c0s vezes, quem cresce em uma cidade do interior pode sentir que as grandes oportunidades e os grandes projetos est\u00e3o sempre acontecendo em outros lugares. Mas essa experi\u00eancia me mostrou que boas ideias podem nascer em qualquer lugar\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ao olhar para o caminho percorrido, Carolina espera que sua hist\u00f3ria tamb\u00e9m incentive outros jovens da cidade a acreditarem no que s\u00e3o capazes de construir. Com o Galeitura, ela quer contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de novos leitores, aproximar pessoas da literatura e ampliar o acesso aos livros.<\/p>\n<p>Afinal, o movimento que nasceu da uni\u00e3o entre o futebol e a leitura j\u00e1 mostrou que uma ideia n\u00e3o precisa come\u00e7ar grande para alcan\u00e7ar muita gente. \u00c0s vezes, basta uma paix\u00e3o compartilhada, algu\u00e9m disposto a dar o primeiro passo e a vontade de convidar outras pessoas para fazer parte da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o\/Prefeitura de Congonhas<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-58378\" src=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/17abe92b-5f96-41b5-b001-c3f0b0a08c1b-1-300x212.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" srcset=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/17abe92b-5f96-41b5-b001-c3f0b0a08c1b-1-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/17abe92b-5f96-41b5-b001-c3f0b0a08c1b-1.jpg 704w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-58379\" src=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/62c9ad59-4114-48d2-8ee7-627bb80d5c73-194x300.jpg\" alt=\"\" width=\"194\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/62c9ad59-4114-48d2-8ee7-627bb80d5c73-194x300.jpg 194w, https:\/\/www.congonhas.mg.gov.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/62c9ad59-4114-48d2-8ee7-627bb80d5c73.jpg 439w\" sizes=\"auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A paix\u00e3o pelo Atl\u00e9tico Mineiro e o amor pela literatura se encontraram em uma ideia que nasceu despretensiosamente e ganhou propor\u00e7\u00f5es que Carolina Marques, de 22 anos, nunca imaginou. 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