DESTAQUE EM CONGONHAS

Setenta produtores receberam certificados de qualificação profissional durante Fórum de Negócios

30 de novembro de 2019

Após participarem dos cursos de qualificação profissional de preparação de produtos assados para quitandeiros e quitandeiras, implementos agrícolas, de manutenção de trator, derivados do leite (queijo, manteiga, iogurte, entre outros), manejo de aves, casqueamento e de doma e rédea de equinos, 70 produtores de Congonhas receberam seus certificados durante o Fórum de Negócios de Congonhas – FNEC 2019, realizado entre 25 e 27 de novembro, pelo Governo Municipal. Em Congonhas, muitas famílias tiram seu sustento do campo e oferecem alimentos saudáveis para quem mora na cidade. Estes cursos foram oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) e o Sindicado dos Produtores Rurais de Conselheiro Lafaiete e Região, em parceria com a Prefeitura de Congonhas, por meio da Diretoria de Desenvolvimento Rural, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia. Foi esta pasta que organizou o FNEC – 2019. O certificado do SENAR é reconhecido pelo Ministério do Trabalho – MTE e pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC).

 

Se dependesse somente da Marcileia Aparecida Alves de Paula, da Fazenda Santa Cecília, nos Monjolos, faria todos os cursos, mas não teve tempo, então escolheu participar dos de manejo de aves e de derivados do leite. Como produtora queijo frescal, ela diz que “o curso deu a base para gente, desde como o escolher o melhor leite para trabalhar, como higienizá-lo e conservá-lo, assim como seus derivados. Foi muito bom, a professora é excelente”.

 

Com relação ao curso de aves, a fazenda recebeu orientações para construir uma mini granja. “Estamos na fase de montagem da estrutura, proposta pelo SENAR. Criamos poucas galinhas atualmente e tudo que foi ensinado vai nos ajudar muito. Nós já compramos e vamos seguir adquirindo aves do Sítio da Serra, da cidade de Oliveira [no Centro-Oeste do Estado], através da compra consorciada, coordenada pela Prefeitura”, salienta.

 

O Marido dela, Alberto Luiz de Paula, que entrega, em média, 500 pés de folhosas e legumes por dia em sacolões e restaurantes de Congonhas, como os dos postos Alicate e Esso,  Lobus Burger, Vide Gula e o Mercadinho do Celinho,  como também da região, fez os cursos de operação e de  manutenção de máquinas agrícolas. “Tem muita coisa que a gente aprendeu que fazia errado, na prática do dia a dia. Aprendi a mexer sozinho e o curso me passou orientações de como cuidar melhor dela e da gente mesmo. Na troca de óleo, filtro, eu usava qualquer um pra completar outro, passava da hora de trocar, agora mudei muito. O que a gente não dava muita importância pode provocar acidente, a condição de segurança agora é muito maior. E o rendimento da máquina bem operada é melhor, produzimos mais com menos horas de máquina”, testemunha.

 

 

A realização destes cursos foi definida pela Diretoria de Desenvolvimento Rural, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia da Prefeitura de Congonhas, após reunião com os moradores de cada região rural, onde verifica o interesse e a vocação para cada modalidade de curso ofertado.

 

“Nosso foco é capacitar cada vez os produtores da zona rural e também os da área urbana. Congonhas, que era dependente do fornecimento de verduras de Petrópolis e outras cidades, agora já é autossuficiente. Betinho e Maricelso são alguns dos produtores que contribuíram para o desenvolvimento de nossa agricultura, sem a utilização de agrotóxicos. A criação de peixes já atinge produção de 50 toneladas, que são consumidos quase que na totalidade nos pesque-pague. Congonhas também produz carneiros que são levados para Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Sem falar da produção de batata, de silagem, de já contarmos com dois laticínios, entre outros avanços e de termos no município a fazenda modelo do Estado, coforme a EMATER, que é nossa parceira e que irá conferir esta premiação no dia 4 de dezembro a um produtor do Alto Maranhão. Então o município está acordando para a realidade de que minério de ferro só dá uma safra”, afirma Wedson José Guerra, diretor de Desenvolvimento Rural da Prefeitura de Congonhas.