DESTAQUE EM CONGONHAS

Zelinho assume o consórcio gestor do Samu da Macrorregião Centro-Sul do Estado pela quinta vez

16 de janeiro de 2020

O prefeito de Congonhas, Zelinho, foi eleito pela quinta vez por aclamação presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência (CISRU) da Macrorregião Centro-Sul de Minas Gerais. O CISRU é responsável pelo gerenciamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) nos 51 municípios que compõem as microrregiões de Barbacena, São João Del Rei e Conselheiro Lafaiete. Os vice-presidentes são Sinara Rafaela Campos (Santa Cruz de Minas), que não compareceu à reunião por motivo de saúde, e Reinaldo Aparecido Fonseca (Barroso). Zelinho sucede o prefeito de São Tiago, Denilson Silva Reis. Além de prefeitos, ambos têm em comum a passagem pela Secretaria de Saúde de seus respectivos municípios. Também foram eleitos por aclamação os demais membros do Conselho Diretor e os do Conselho Fiscal. A secretária executiva é Ormezinda Maria Barbosa Salgado.

 

O Samu 192 presta atendimento à população em casos de urgência e emergência, reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população. Existem 18 bases descentralizadas em toda a Região Macro Centro-Sul do Estado.

“A Unidade de Suporte Avançado (USA) do Samu, instalada, em 2019, em Congonhas para atender toda a região, é resultado deste trabalho do CISRU, graças aos nossos esforços, da Ormezinda e do Denilson, a quem cumprimento pelo grande trabalho realizado em 2019″, lembrou Zelinho, após ser eleito por aclamação.

O prefeito de Congonhas disse que seu município prepara uma grande colaboração  para a rede de saúde. “Estamos transformando o Hospital Bom Jesus no melhor de toda a nossa microrregião entre os que prestam serviços dos SUS. Quando fizemos a intervenção em 2014, todos nos chamaram de louco, inclusive o corpo clínico e funcionários. A Ormezinda nos ajudou no início da recuperação daquela instituição. Na terça-feira passada, fizemos uma reunião com os médicos, que nos cumprimentaram pela nossa ousadia à época. Estamos construindo um novo complexo, que abrigará quatro novas salas cirúrgicas, um Centro de Imagem equipado com Tomografia, além do tão aguardado CTI com dez leitos e outros cinco de retaguarda. O setor em uso do hospital também recebeu diversas melhorias durante esta gestão, como reforma do Bloco Cirúrgico e da Central de Material Esterilizados, modernização do elevador de pacientes, reforma dos leitos da antiga pediatria, inauguração do ambulatório de especialidades médicas, reforma das enfermarias, pintura das fachadas do hospital, entre outras. Os funcionários também foram muito valorizados. As empresas mineradoras também têm nos ajudado, como o Ministério Público. Assim já garantimos também o tomógrafo. Agora, o deputado federal Dr. Frederico, de São João Del Rei, encaminhou, por meio de emenda parlamentar, R$1,5 mi, para adquirirmos equipamentos do CTI”, conta Zelinho, ressaltando que, assim como aconteceu com o Denilson, ter sido ex-secretário contribuiu muito para, enquanto prefeito e presidente do CISRU, tem uma visão mais ampla sobre a saúde.

Ao lado da secretária executiva, Ormezinda Barbosa, e do presidente que está deixando o cargo, Denilson Silva Reis, Zelinho afirma que volta à presidência para dar sequência ao trabalho com apoio de todos os prefeitos, suas equipes e a do CISRU.

Já o prefeito de São Tiago disse que “o prefeito Zelinho havia deixado a casa organizada, quando deixou a presidência do CISRU, no início de 2019, e a Ormezinda faz sempre um trabalho muito sério e competente, que nos deixa tranquilos enquanto presidente. O Samu da Macrorregião Centro-Sul é uma referência nacional, então é uma honra presidi-lo. Deixo o cargo como um ser humano melhor, mas reflexivo, não havia trabalhado ainda com um setor da saúde que fosse tão complexo. Aqui não basta somente querer, dependemos de diversas instituições, trabalhamos com muitas pessoas, desenvolvemos muitas ações de risco. Imagina a tensão de quem trabalha no Samu pra fazê-lo funcionar o tempo todo?! Se não tivéssemos aqui servidores do nível da Ormezinda, eu não ousaria ser presidente”.

O lado ruim experimentado à frente do CISRU, segundo Denilson, foi a indiferença do Governo do Estado com relação ao Samu. “Aplaudimos o Governo Zema porque, como disse o prefeito Zelinho, não há dinheiro novo entrando no Estado, e os repasses de direito dos municípios voltaram a acontecer normalmente , ao contrário do que aconteceu no Governo Pimentel. Mas fiquei muito frustrado ao levar o pedido de estudo de uma forma de pagarem, nem que fosse negociada, a dívida do Estado com os Samus, que é superior a R$ 40 milhões, sendo a nossa da ordem de R$ 4 milhões, e não obter nenhuma resposta. Positiva, sim, é a nossa postura, de insistirmos, de levarmos para as autoridades a realidade que estamos vivendo”, afirma.

Denilson aponta os rumos que estes 51 municípios precisam seguir.  “De quando assumi a Secretaria de Saúde de São Tiago, em 1997, para hoje, a realidade mudou completamente. A concepção de resgate e a infraestrutura para realizá-lo eram incipientes. Utilizamos até Kombi da Educação para transportar pacientes. Agora temos outra realidade. Precisamos de menos Brasília e mais Brasil. A atenção básica os municípios desenvolvem muito bem. Os consórcios de Saúde garantem exames como a ultra-sonografia e consultas especializadas. O problema está na falta de leitos de UTI e de leitos cirúrgicos na nossa macrorregião. Se bancamos tudo até a atenção secundária, podemos nos  preparar porque nosso alvo é atenção terciária. Isto é dever constitucional dos governos do Estado e Federal, mas eles já demonstraram a incapacidade de fazê-lo. Se queremos um SUS verdadeiramente resolutivo, teremos de encarar esta nova etapa com mais 15 anos de caminhada. O municipalismo brasileiro tem vencido barreiras inacreditáveis. Quando dizem que o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] e o índice de segurança, por exemplo, melhoraram, estas são conquistas dos municípios”, assegura.