DESTAQUE EM CONGONHAS

Arte e saúde: grupo de canto une música e terapia na UBS Dom Oscar

27 de janeiro de 2020

Cantar, além de divertido, é terapêutico. E os pacientes da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dom Oscar provam que soltar a voz melhora a qualidade de vida, promove a integração e desperta habilidades artísticas. Toda segunda-feira, o grupo da melhor idade se reúne para entoar diversas canções, entre elas O Menino da Porteira (Sérgio Reis), Lady Laura (Roberto Carlos) e Felicidade (Lupicínio Rodrigues).

Como parte das atividades do Grupo de Convivência da unidade, a iniciativa partiu dos próprios usuários. “O objetivo era trabalhar a memória com os idosos. O grupo de canto surgiu vindo de atividades que eu dava… Estava trabalhando estilos musicais e veio o desejo do grupo em cantar. Eles começaram a trazer músicas, a se interessar em cantar.  Temos um retorno muito positivo”, conta a terapeuta ocupacional Celeste Aparecida Rodrigues.

A ação já rendeu apresentações em público, como em eventos da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Congonhas e Região (ASAPEC). Uma tradição também surgiu: quando um dos integrantes faz aniversário, o restante do grupo comparece à sua casa e o presenteia com uma bela serenata.

Uma das vozes do coro, Geisa de Moraes Mariano, 62, diz que o grupo está sendo muito prestigiado durante as serenatas aos aniversariantes e convidados. “Gosto muito de música. Uni o útil ao agradável. Começamos a cantar e não paramos mais. Foi muito bom para mim, para a memória. A idade vai chegando e vamos esquecendo as coisas, a música faz a gente relembrar”, completa.

Prestes a completar 78 anos, Gerci da Costa Rodrigues é enfática: “Depois que comecei a frequentar o grupo e começamos a cantar, eu renasci”. Para ela, os ensaios e as apresentações enriqueceram com a presença de pessoas que tocam violão, sanfona e pandeiro. “Devagar, o grupo foi progredindo. As pessoas começaram a gostar mais”, diz.