DESTAQUE EM CONGONHAS

Evento online promovido pelo QG da Inovação aponta três equipes para seguirem na pré-aceleração do Congonhas Inova

21 de julho de 2020

Foram conhecidos no final de semana os três times que avançam para o processo de pré-aceleração Congonhas Lab, do programa Congonhas Inova, criado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia da Prefeitura e execução da Neo Ventures. Da quinta até esse domingo, sete equipes participaram de um Hackathon (maratona de trabalho com o objetivo de criar soluções específicas para o mercado, comunidade e poder público) que apontou soluções tecnológicas e inovadoras para a mineração e a comunidade no campo da sustentabilidade ambiental.

Durante os três dias de evento online, foram apresentadas as ideias e aconteceram cinco rodadas de mentoria conduzidas por especialistas do mercado. A organização ofereceu aos participantes conteúdos de inovação utilizado pelas empresas mais inovadoras do mundo. Houve ainda um pré Pitch e a apresentação final.

A mineradora Ferro+ foi convidada a apontar os desafios deste Hackathon, que foram:

– Reaproveitamento dos resíduos (exemplo: plástico, sucatas, metais) gerados na mineração capazes de produzir oportunidade e renda para a comunidade)

–Uso sustentável de água e energia elétrica nos escritórios e áreas administrativas. Avaliar a estrutura existente e oportunidades de geração sustentáveis

– Informatização da comunicação rumo à sustentabilidade do negócio.

Equipes classificadas:

Em 1º lugar, ficou a equipe Coulomb, que criou um Bico Pulverizador Eletrostático, para reduzir o consumo de recursos naturais e financeiros e oferecer melhor qualidade do ar, por meio da supressão de partículas suspensas de forma mais eficiente.

 

Em 2º lugar, ficou a equipe Easy Watt, que propõe solução para o controle do consumo de energia através de um software que controla indicadores de consumo associado à implantação de um parque de placas fotovoltaica a partir de uma iniciativa público-privada entre prefeitura e uma indústria.

 

 

E em 3º lugar, foi classificada a equipe CRB (Comércio e Reciclagem de Borracha). Esta apostou na logística reversa para descarte correto de pneus usados, através de um sotware de gestão, responsável pelo gerenciamento do processo, com agendamento das entregas, separação dos pedidos e projeção de demanda.

 

Também participaram da maratona:

– Waste-Recovery, sistema de gestão anaeróbia de resíduos orgânicos, capaz de transformar o resíduo orgânico em energia elétrica. O sistema evita custos com o remanejo de resíduos orgânicos, realiza  tratamento monitorado e automatizado do material, além de reduzir gasto de eletricidade atrelada à sustentabilidade ,  para evitar impacto ao meio ambiente;

 

– Ciclo Contínuo, soluções para resíduos classe II, que permite que a geração de renda extra com eles.  A solução sugerida é a criação de uma plataforma que contenham marketpalce B2B (e-comerce entre pessoas jurídicas), que garanta rentabilidade, agilidade na compra e venda, comodidade, consultoria completa e guias manuais.

 

– Ciclos, sistema de armazenamento da água das chuvas em barris com bombeamento para caixas d’água sem uso de energia elétrica através de sistema de câmaras de pressão.

 

 

– #Tamojunto, plano de engajamento de uma equipe ou uma comunidade para o desenvolvimento de ações sustentáveis, através da criação de uma plataforma que promova missões e metas semanais.

 

O Hackathon é o primeiro passo da geração de ideias e formatação de projetos. O processo, que se inicia com uma ideia e se transforma em um projeto, é longo, até que, o time ou o indivíduo consiga empreender e gerar impacto positivo na sociedade. No caso do Hacka Sustentável, com participação de equipes de Congonhas e região, por se tratar de uma primeira experiência, Vinícius Roman, diretor técnico da Neo Ventures, afirma que havia dúvidas sobre o êxito do evento. “O Hackathon, que é realizado em um tempo curto, em que é preciso desenvolver soluções. Então os desafios e o grau de complexidade são maiores. Não se trata apenas desenvolvimento de aplicativos, porque neste caso [de problemas da mineração], há conhecimento acumulado de longa data. Pensamos se iríamos atender as expectativas da prefeitura e da empresa mineradora, mas as equipes da região surpreenderam positivamente”, admite.

“Independentemente de vitória ou não neste evento, que todos os participantes sigam semeando boas oportunidades, existe muito campo para bons projetos. Há ferramentas para transformar ideias em bons produtos. Que todos os times e seus componentes, individualmente, utilizem as lições aprendidas para o desenvolvimento de novos projetos também. Quem mora em Congonhas e região conta com o QG da Inovação [criado pela Prefeitura de Congonhas], que apoia diversas iniciativas, estamos só no começo da jornada”, completa Vinícius.

 

Arestusa Teixeira, CEO Novago Ventures, de Governador Valadares, uma das mentoras do Kacka Sustentável, testemunha ter sido um desafio grande também para os mentores participar. “Nosso papel é desconstruir e fazer as equipes a chegarem ao melhor modelo. As ferramentas utilizadas foram muito bem escolhidas. Mesmo tendo sido um evento online, só perdemos em network, porque por áudio a galera conseguiu passar uma energia bem boa. A vantagem do online é que os participantes perdem um pouco a inibição e apresentam de forma mais solta as ideias e discutem mais as soluções”, avalia.

Jurado do Hacka Sustentáve, o gerente de Meio Ambiente da Ferro+, Yash Rocha Marciel, garante ter percebido potencial em todos os projetos:

_ O asfalto emborrachado pode ser utilizado em comunidades. Do ponto de vista tecnológico, tem menos atrito e, portanto produz menos ruído, então é bom para rodovias também.

_ Gerar energia a partir de material orgânico também é super viável, a destinação para usos alternativos como compostagem é o ideal, então este modelo é bem adequado para o reaproveitamento de materialo, que, atualmente, após prensado vai para o aterro sanitário.

_ O marketiplace, mudando um pouco o foco do mercado, pode emplacar.

_ Captação de água de chuva por bombeamento sem uso de energia elétrica é uma grande solução. Quero conhecer este protótipo, que serve a comunidade e à empresa.

_ O software de energia associado ao parque eólico é muito legal, vemos uma disseminação de parques eólicos no Norte de Minas e no Nordeste, podemos criar o parque e interligá-lo à rede de energia, ou pensar em um consórcio que queira investir neste ramo.

_ Outro software, este para o controle de resíduos e geração de engajamento de pessoal nas empresas ou na comunidade se encaixa perfeitamente ao programa que criamos na empresa. É bem factível que possamos contar com esta possibilidade.

_ O primeiro lugar, bico eletrostástico é fantástico, tem inovação. Há um grande sofrimento com relação à poeira, principalmente nesta época do ano, de seca e ventos fortes. Dias atrás aconteceu um evento que levantou uma nuvem de poeira. Só com a união das empresas mineradoras para resolver isto. Esta ideia pode atender à indústria e à comunidade.

Eduardo Marçal, responsável pela Diretoria de Inovação, Tecnologia e Novos Negócios da Prefeitura de Congonhas, também foi jurado do Hacka Sustentável, participando diretamente do QG da Inovação, ao lado do secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Sandro Cordeiro, e explica o que possibilita o desenvolvimento de um ecossistema de inovação no Alto Paraopeba, a partir da liderança de Congonhas. “Este evento consagra a tríplice hélice formada pelo poder público, universidade e a indústria. Conseguimos chegar até aqui, graças à mente aberta do Governo Municipal, que tem a compreensão dos novos tempos e que nos dá autonomia para buscarmos o que há de melhor em inovação e tecnologia. Em um momento de pandemia em que tudo poderia dizer que não, estamos dizendo sim ao oferecer novas oportunidades para a universidade, encontrar soluções para as indústrias e para as cidades, utilizando o conhecimento, inovação e tecnologia, ciência  e pesquisa. Estamos demonstrando uma força de vontade de tentar gerar oportunidade para nossa região. Estamos preparando os jovens do nosso território para a competição no ambiente global. Portanto, é muito importante poder contar nas atividades do ecossistema de inovação com o ponto de vista das empresas, e sei que é importante que para elas ouvirem igualmente o ponto de vista do poder público e do meio acadêmico”, finaliza.

No mês que vem, o QG da Inovação de Congonhas realizará novo Hackathon, que também selecionará novos times para a pré-aceleração Congonhas Lab.

O Congonhas Lab é uma iniciativa da Prefeitura de Congonhas que colabora no desenvolvimento de ideias inovadoras em negócios de alto impacto, através de uma metodologia intensiva, em que os empreendedores vivenciam todas as fases de desenvolvimento de uma startup com o auxílio de uma equipe de profissionais especializados que irão compartilhar suas experiências, através de mentorias e atividades práticas. A duração das atividades será de aproximadamente três meses, com encontros presenciais e desafios semanais.

Para se inscrever acesse o link: https://gust.com/accelerators/congonhas-lab
EDITAL: http://bit.ly/Edital_Congonhas_Lab