Com primeira ou segunda onda casos de coronavírus voltam a aumentar
1 de dezembro de 2020Ilustração: Hospital italiano.
Crédito: Setorsaude.com.br
A doença é similar a uma gripe. Os sinais mais comuns são febre, tosse e/ou dificuldade de respirar. Ao sentir os sintomas da doença, ligue para a unidade de saúde mais próxima de sua casa.
Apurações da mídia brasileira junto a Secretarias de Estado e Municipais de Saúde dão conta de que a segunda onda da covid-19 já dá sinais de estar chegando ao Brasil ou de que a primeira está ganhando força, após três meses de queda nos números. Congonhas registrou 28 casos nas últimas 24 horas (entre 30/11 e 01/12). O município aguarda a próxima reunião do Comitê de Enfrentamento Macrorregião Centro-Sul, que acontece esta semana, para saber que onda adotará (Verde, Amarela ou Vermelha) do Minas Consciente, programa criado pelo Governo do Estado para conter a covid-19.
As autoridades sanitárias temem que a população abandone as medidas de prevenção antes mesmo de ser vacinada. A média diária de novos casos no Brasil chegou a 35,4 mil no último dia de novembro, o maior patamar desde o início de setembro. De acordo com levantamento divulgado pela Fiocruz no final de Novembro, há uma tendência de alta no número de casos em 12 capitais brasileiras, das quais sete estavam com 80% dos leitos de UTI destinados à covid-19 ocupados.
Em entrevista ao jornal O Tempo, nesta terça-feira, 1º de Dezembro, o infectologista Estévão Urbano, membro do comitê belo-horizontino de combate ao Coronavírus, afirma que “conter ou diminuir uma segunda onda da pandemia é o desafio dos brasileiros até alguma vacina chegar às unidades de saúde. Abandonar cuidados no Natal, Ano Novo e férias de verão pode colocar parte dos esforços a perder. ‘As pessoas têm que entender que haverá outras férias e outros Natais, e não fazer dessas festas, festas de despedida. Não queremos que esse seja o último Natal de muitas pessoas. Não é hora de relaxar’, conclama”.
Já a revista EXAME ouviu autoridades de saúde que disseram acreditar que vários estados e cidades devem adotar medidas de restrição de circulação e de atividades econômicas, o que atingiria novamente o funcionamento de bares e realização de eventos, nas próximas semanas, o que já acontece na Europa e outras partes do mundo.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, considerou nesta segunda-feira, 30 de Novembro, que a situação da pandemia no Brasil é “muito, muito preocupante, acho que o Brasil deveria levar isso muito, muito a sério”, alertou.
Pelo mundo
A Europa, que havia controlado a pandemia e iniciado a retomada de atividades e suspensão de restrições, voltou a se fechar, com o espalhamento rápido da segunda onda. Alguns países tentaram evitar impor novas medidas restritivas não tiveram outra alternativa, diante dos números.
A Alemanha ultrapassou a marca de 1 milhão de casos e teve recorde diário de mortes, e mesmo com o lockdown a disseminação do vírus não foi contida.
Já na Itália, França, Reino Unido e Espanha, o lockdown ou bloqueio total fez as novas infecções caírem quase um mês depois de tomada a medida extrema.
Em Portugal e na França, a população só pode sair de casa para atividades essenciais, como trabalho, escola, mercado e farmácia.
A Espanha adotou toque de recolher das 23h às 6h até maio de 2021.
Na Holanda, todas as lojas exceto mercados fecham às 20h.
Já o Japão vive a terceira onda da covid-19.
