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Vacina contra Poliomielite – baixa adesão preocupa autoridades sanitárias local

24 de agosto de 2022

O Ministério da Saúde está com a campanha de vacinação contra a Poliomielite aberta até 09 de setembro e o Dia D foi no sábado (22). Porém, a adesão em 2022 segue baixa, mesmo com as estratégias adotadas para conscientização de pais e responsáveis das crianças menores de 5 anos de idade, preocupando as autoridades sanitárias em todo país e também em Congonhas, que só cobriu 41% do público total de 2700 até o momento.

Houve expectativa de alcançar maior público no Dia D em Congonhas quando todas as equipes estiveram mobilizadas nas Unidades Básicas de Saúde e na Clínica da Criança. De acordo com os profissionais, o frio foi um dos fatores que afastou pais e responsáveis de levar as crianças para tomar apenas a gotinha do imunizante.

Para alcançar os 95% mínimos de cobertura total preconizada pelo Ministério da Saúde, as equipes de Estratégia de Saúde da Família fizeram um levantamento e passaram as listas de cada território aos Agentes Comunitários de Saúde para que eles façam a busca ativa, com visitas ou ligações, convocando os responsáveis para levar as crianças menores de 05 anos de idade para tomar o imunizante e chegar aos cerca de 1.500 pequenos restantes.

A Secretaria Municipal de Saúde de Congonhas orienta pais e/ou responsáveis a procurarem a UBS de sua referência para imunização das crianças com a gotinha que pode livrar as crianças de, por exemplo, problemas físicos decorrentes da paralisia infantil pela falta do imunizante.

Sobre a Poliomielite:

De acordo com o site do Ministério da Saúde, a poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos. A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, por meio de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar).

As sequelas da Poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente são motoras e não tem cura. As principais são: problemas e dores nas articulações; pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão; crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose; osteoporose; paralisia de uma das pernas; paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta; dificuldade de falar; atrofia muscular e hipersensibilidade ao toque.

A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. O esquema vacinal contra a poliomielite é de três doses da vacina injetável – VIP (aos 2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente – VOP (gotinha). Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/poliomielite-paralisia-infantil/#:~:text=A%20poliomielite%2C%20tamb%C3%A9m%20chamada%20de,e%20provocar%20ou%20n%C3%A3o%20paralisia

Por: Daniel Palazzi – Comunicação – Prefeitura de Congonhas
Fotos: Crianças sendo vacinadas na UBS Dom Oscar no Dia D 2022 – Arquivo Secretaria de Saúde