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4 milhões de pessoas não sabem que vivem com HIV no mundo. Você tem se cuidado?

1 de dezembro de 2022

O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial de Combate à AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Desde a sua descoberta, em 1981, o HIV/Aids matou mais de 40 milhões de pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas em 2021, aproximadamente 650 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao HIV, e 1,5 milhão adquiriram o vírus. Isso equivale a mais de 4 mil novos casos todos os dias.

Cerca de 38,4 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV, de acordo com dados da Unaids do ano de 2021. Segundo estimativa da ONU, ao longo do ano passado o Brasil teve 50 mil novos casos, o que fez o país chegar a marca de 960 mil pessoas vivendo com HIV.

Apesar de se tratar de uma doença controlada atualmente, a Aids não tem cura e ainda existem muitos desafios a serem enfrentados, como a melhoria do acesso ao tratamento, à conscientização quanto ao uso de métodos preservativos e o combate ao preconceito e ao estigma em relação aos soropositivos. Afinal, com os avanços da ciência, o portador de HIV em tratamento regular não transmite o vírus por via sexual se tiver atingido a carga viral indetectável.

Até 2021, a maior concentração de casos de Aids estava entre os jovens, de 25 a 39 anos, de ambos os sexos, de acordo com o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

O HIV é um vírus transmitido através de fluídos corporais que destrói o sistema imunológico e é mais comumente transmitido através da relação sexual sem o uso de preservativos. A doença pode se apresentar primeiramente por meio de sintomas como febre, garganta inflamada e indisposição. Mas a única maneira de detectar o vírus é fazendo o teste de HIV.

A OMS estima que 4 milhões de pessoas não sabem que vivem com HIV no mundo, o que afeta o progresso necessário para que a meta de acabar com a síndrome até 2030 seja atingida.

Por isso a campanha Dezembro Vermelho tem como objetivo desconstruir o preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/Aids e a conscientizar a toda população sexualmente ativa, especialmente os jovens, sobre a adoção de comportamentos seguros de prevenção, dentre eles o indispensável uso da camisinha e a realização de testes rápidos.

Em caso de exames positivos, a pessoa deve iniciar, sem medo, o tratamento que é oferecido gratuitamente e de forma sigiliosa pelo SUS, o mais rápido possível para garantir a sua qualidade de vida.

As UBS’s de Congonhas oferecem gratuitamente testes rápidos para as principais Infecções Sexualmente Transmissíveis, como o HIV, as Hepatite B e C e a Sífilis. O cidadão que precisar de mais orientações sobre essas doenças pode procurar a Unidade do seu bairro.

 HIV – ASSIM PEGA:

  • Sexo vaginal sem camisinha;
  • Sexo anal sem camisinha;
  • Sexo oral sem camisinha;
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado;
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados.

HIV – ASSIM NÃO PEGA:

  • Sexo desde que se use corretamente a camisinha;
  • Masturbação a dois;
  • Beijo no rosto ou na boca;
  • Suor e lágrima;
  • Picada de inseto;
  • Aperto de mão ou abraço;
  • Sabonete/toalha/lençóis;
  • Talheres/copos;
  • Assento de ônibus;
  • Piscina;
  • Banheiro;
  • Doação de sangue;
  • Pelo ar.

 

Por Reinaldo Silva – SECOM – Prefeitura de Congonhas

Arte: Gustavo Porfírio