DESTAQUE EM CONGONHAS

Jubileu em maio: Maior festa de Congonhas já aconteceu duas vezes por ano

11 de setembro de 2023

O Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos de Congonhas é uma das maiores e mais antigas festas religiosas do estado de Minas Gerais. Anualmente milhares de romeiros e turistas visitam a cidade histórica para participar das celebrações e percorrer as centenas de barraquinhas montadas ao longo das ladeiras históricas que comercializam de tudo.

A festa foi instituída oficialmente em 1779 pelo Papa Pio VI. Nos seus primeiros anos, de acordo com um artigo do historiador André Candreva, o Jubileu acontecia com a prática de novenas e missas cantadas com acompanhamento musical de bandas da região. E já naquela época as peregrinações começavam a movimentar o pequeno “arraial das Congonhas do Campo”. As pessoas eram atraídas pelos relatos da graça da cura de uma doença alcançada por Feliciano Mendes que deu início ao processo de devoção ao Bom Jesus de Matosinhos nestas terras.

A fé católica teve muito força e influência entre os portugueses durante o Brasil colônia, por isso, em 1780 o Cônego Ignácio Correa de Sá, estabeleceu que o Jubileu acontecesse duas vezes por ano. O primeiro jubileu deveria ser realizado em uma semana que terminasse no dia 3 de maio, dia da Santa Cruz e o segundo deveria acontecer na semana do dia 14 de setembro, festa religiosa da Exaltação da Santa Cruz no calendário católico.

E assim, o Jubileu do Bom Jesus aconteceu duas vezes por ano durante mais de dez anos. Porém na década de 1790 os festejos do mês de maio começaram a sofrer com a diminuição da presença dos fiéis, principalmente pelo fato de que as chuvas deixavam muito precários os caminhos para se chegar ao santuário e, por isso, a festa do primeiro semestre foi extinta.

Em 1926, os padres da Congregação Redentorista, que administraram o Santuário durante boa parte do século XX, reativaram o Jubileu de maio, que era realizado com novena e procissões solenes ao redor da atual Basílica. Mas a nova tentativa não atraiu grande número de fiéis e poucos anos depois foi novamente extinto, prevalecendo o jubileu de setembro até os dias de hoje.

E aí? Você acha que hoje, daria certo a realização de dois jubileus por ano? Deixe aqui nos comentários a sua opinião e fique atento as nossas postagens com curiosidades da nossa história.

Por Reinaldo Silva