Congonhense que brilha: Geraldino da Costa assume papel de destaque na Federação Quilombola de Minas Gerais
27 de fevereiro de 2025Eleito membro da Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais na eleição realizada em 9 de fevereiro de 2025, no Quilombo Mangueiras, em Belo Horizonte, o congonhense Geraldino da Costa demonstra sua atuação na defesa dos direitos quilombolas. Atual presidente da Associação Quilombola do Campinho, ele agora integra a Comissão de Ética e Relações Institucionais da federação, com a missão de fortalecer a transparência e ampliar o acesso das comunidades quilombolas aos seus direitos.
A Federação tem como principal finalidade apoiar essas comunidades em busca de fortalecimento e melhorias para seus moradores. Além disso, ela desempenha um papel essencial na preservação das culturas e tradições quilombolas, garantindo que suas identidades sejam valorizadas e respeitadas.
Outro ponto fundamental é o seu papel como um elo entre as comunidades quilombolas e o Judiciário Federal, facilitando o acesso à Justiça para garantir que seus direitos sejam respeitados e efetivados
Ao falar sobre suas pautas na Comissão de Ética e Relações Institucionais, Geraldino ressalta que uma de suas principais funções será fiscalizar as ações da diretoria da federação, garantindo que as decisões sejam tomadas com transparência e responsabilidade.
“A nossa atuação será para garantir que as comunidades quilombolas possam buscar seus direitos, tanto em melhorias para suas localidades quanto no campo jurídico”, afirmou.
A Associação Quilombola do Campinho, segundo o presidente, tem um papel fundamental na construção de parcerias com outras comunidades quilombolas do estado. O objetivo é buscar respeito e reconhecimento junto aos órgãos públicos municipais, estaduais e federais, fortalecendo a luta coletiva por direitos e políticas públicas que atendam às necessidades dessas populações.
Sobre o processo eleitoral no Quilombo Mangueiras, ele destacou que a disputa, inicialmente, contava com duas chapas, mas uma delas foi indeferida por não atender às exigências do estatuto da federação. A eleição foi conduzida com tranquilidade e acompanhada por uma junta de consultores, incluindo um advogado, representantes do Ministério Público Estadual, do Cedefes (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) e um quilombola da comunidade dos Arturos.
Geraldino enfatiza a importância do engajamento da sociedade na defesa dos direitos quilombolas, seja por meio do apoio a iniciativas locais, da participação em debates públicos ou da cobrança por políticas inclusivas.
“O espaço que conquistamos na federação é uma oportunidade de levar suas ações para comunidades que antes não tinham condições de buscar seus direitos. Queremos ampliar esse alcance e garantir que todas sejam ouvidas e atendidas”, concluiu.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas
