Congonhas reafirmou a luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental durante uma semana
25 de maio de 2018O Dia 18 de Maio é o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O Movimento Antimanicomial é marcado pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimento mental. Os profissionais da Unidade Regional de Saúde Mental (URSM) lutam diariamente para combater a ideia de que a pessoa com sofrimento mental e usuários de álcool e outras drogas devem ser isoladas da sociedade. Querem combater os preconceitos e estigmas que cercam a doença mental. Este movimento quer lembrar que, como todo cidadão, estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito a viver em sociedade e de serem cuidadas e tratadas sem que, para isto, precisem abrir mão de seu lugar de cidadãos. Para comemorar esse importante dia em Congonhas, o Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) realizou uma agenda de eventos durante esta semana.

Show de Talentos de Profissionais e Pacientes;

Palestra “Valorização da Vida como Prevenção do Suicídio: Um projeto Social”, ministrada pelo palestrante Gilmar Dias Rodrigues, voltada para profissionais da saúde, rede de ensino, assistência social de Congonhas;

Participação da Unidade Regional de Saúde Mental (URSM) na Barraca dos Sabores, concorrendo com a quitanda “Bolo Pamonha”;

Sessão de Videokê;

Participação na Comemoração do Dia da Família promovida pelo CRAS Dom Oscar, com aulão de zumba, apresentações artísticas e gincana familiar.

Participação em ato público de conscientização na praça JK sobre a Luta Antimanicomial, organizado pelos quatro pontos de atenção da URSM: CAPS II, CAPS Ad, Ambulatório de Saúde Mental e CERPAI;
Ainda estão previstos Exposição Pública de trabalhos artísticos de pacientes da URSM (na rodoviária e espaço JK) e passeio de trem entre Ouro Preto e Mariana (para pacientes do CAPS II e CAPS Ad).
“Essas ações tiveram vários objetivos: divulgar o trabalho realizado pela Unidade Regional de Saúde Mental; reapresentar à sociedade as pessoas com transtornos mentais e usuárias de álcool e outras drogas a partir do seu potencial e não a partir da doença; estimulá-las na fruição dos espaços públicos; promover espaços de trocas sociais e, principalmente, convidar a população a romper com o estigma e o preconceito que cercam essas pessoas e entenderem o papel da sociedade nessa luta”, explica Jamile Alves Pereira, coordenadora do CAPS II de Congonhas.
