DESTAQUE EM CONGONHAS

Programa do Governo Federal realiza ações de prevenção e promoção à saúde nas escolas municipais de Congonhas

25 de agosto de 2025

Ações são desenvolvidas por profissionais da Secretaria Municipal de Saúde

 

No mês de agosto, nutricionistas e educadores físicos realizam ações do Programa Saúde na Escola (PSE), desenvolvendo temas relacionados à alimentação saudável e à prática regular de atividade física. Tais cuidados são fundamentais para a criação de hábitos saudáveis desde a infância, o que trará uma melhor qualidade de vida no presente e futuro dessas crianças e adolescentes. Hábitos saudáveis oferecem desenvolvimento físico e mental e auxiliam os alunos no desenvolvimento cognitivo e no desempenho escolar.

A adesão da Prefeitura de Congonhas ao Programa de Saúde na Escola, do Governo Federal, é uma forma de sistematizar as intervenções aplicadas pelas Secretarias de Saúde e de Educação a alunos da rede pública de ensino, por meio de ações de prevenção, promoção e atenção à saúde.

Entre junho e agosto, o programa Saúde na Escola (PSE) realizou as ações de promoção e prevenção relacionadas à saúde ocular. O foco é a identificação precoce de agravos, com um olhar atento e individualizado para cada estudante, além de garantir a continuidade do cuidado, quando necessário, de forma compartilhada entre as equipes. Com a realização do teste Snellen, tudo começa com uma avaliação inicial que busca identificar possíveis problemas de refração. Esse processo é realizado por meio de um teste simples, utilizando a escala de Snellen, que permite avaliar a acuidade visual e encaminhar os casos que necessitam de acompanhamento oftalmológico.

A gerente de Atenção Primária em Saúde, da Prefeitura de Congonhas, Júlia Isabela, relata que “a escola tem um papel fundamental na identificação de possíveis agravos à saúde ocular e na promoção de ações de saúde. É um espaço privilegiado de convivência, cidadania e aprendizagem, onde se formam práticas de autocuidado e acontecem grande parte das interações sociais. Quando pensamos em saúde ocular no ambiente escolar, é necessário ampliar o sentido: não se trata apenas de verificar se o aluno enxerga bem ou não, mas de compreender a saúde visual como um todo indivisível. Nesse sentido, cabe aos gestores da saúde e da educação estimular discussões conjuntas, envolvendo estudantes e representantes da comunidade, para que participem ativamente da construção e do desenvolvimento de ações que garantam tanto o aprendizado, quanto o cuidado dos educandos que apresentam dificuldades visuais”.

A nutrição foi outro aspecto da saúde que foi considerado por  este programa este mês. A nutricionista das UBS Dom Oscar, Campinho, Residencial e Primavera e componente da eMulti (equipe de multiprofissionais, que atuam na Atenção Primária à Saúde), Ariane de Oliveira Rocha, explica como é feito seu trabalho no PSE: “Já realizamos a antropometria [registro das medidas, proporções e características do corpo humano, como peso, altura, circunferências e dobras cutâneas] de todos os alunos, com intuito de investigar algum risco nutricional. Estamos realizando também ações de educação nutricional nas escolas, com desenhos e histórias didáticas sobre a alimentação saudável e dinâmicas de alimentação. Tudo é feito de maneira bem dinâmica, para que, independentemente da idade do aluno, ele consiga um bom aprendizado. Este programa tem este objetivo de promover saúde, além de prevenir outros agravos relacionados ao estado nutricional dos alunos”.

Lançando mão ainda de práticas de atividades físicas nas escolas também no mês de agosto, “o PSE é uma excelente ferramenta de união entre as secretarias de Saúde e de Educação, para levar até as crianças e adolescentes temas relevantes para os cuidados com a saúde como um todo”, complementa o educador físico da eMulti, Willian Lucas.

A comunidade escolar compreende os efeitos positivos de tais cuidados sobre a vida das crianças e jovens. É o que testemunha Noélia Maria Silva Costa, professora na E.M. José Cardoso Osório e mãe da aluna, Josefa Vitoria Costa Lima, do 4° Ano da mesma escola. “Como mãe de aluna e profissional de educação, pra mim, essas ações de saúde na escola são fundamentais, porque estão diretamente ligadas ao aprendizado, ao bem-estar e ao desenvolvimento integral dos estudantes. Ações como controle de peso, escovação, avaliação oftalmológica, entre outras, são de extrema importância na prevenção de doenças, na melhora da aprendizagem, na formação de hábitos saudáveis, detecção de problemas precoces e na promoção da saúde dos nossos filhos. Um estudante saudável aprende melhor, se desenvolve e se prepara para uma vida equilibrada no futuro”.

Mãe da aluna Sophia Lander, do 1º Ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Rosália Andrade da Glória, a estagiária daquela instituição, Jeisiele da Silva Leonel, afirma que “a equipe de Secretaria de Saúde oferece informações mais adequadas e completas em relação às que, nós pais e mães, passamos para nossos filhos em casa sobre nutrição, combate à dengue, prevenção de gripe, entre outros. O exame oftalmológico pode diagnosticar algum problema que a gente em casa não percebe. Além do mais, os filhos levam para casa o que aprendem de bom, assim como acontece comigo, que sou estagiária na escola”.

Até maio, os alunos tiveram sua carteira vacinal atualizada.

Em setembro, serão realizadas ações sobre a saúde mental, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos e outros profissionais realizarão ações sobre saúde mental e setembro amarelo nas escolas.

Escolas prioritárias

 Conforme determina o Ministério da Saúde, algumas escolas são consideradas prioritárias para ações e investimentos no âmbito do Programa de Saúde na Escola. Entre estas estão incluídas aquelas com alta incidência de violência, escolas quilombolas, indígenas, aquelas localizadas em Zona de Autossalvamento (ZAS) de barragens, em assentamentos ou rurais, com altos índices de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, como aquelas onde mais de 50% dos estudantes são beneficiários de programas sociais. Em Congonhas, existem 16 instituições de ensino atendidas pelo programa.

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas