DESTAQUE EM CONGONHAS

Congonhas possui serviço gratuito de saúde para animais domésticos ou de rua

10 de junho de 2025

 

Cães e gatos de rua ou que possuam tutores são examinados, recebem medicamentos e castração.

 

A Unidade de Vigilância em Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde de Congonhas, localizada no bairro Plataforma, cuida de cães e gatos de rua. Este serviço os protege, mas também os seres humanos, que podem ser contaminados por doenças zoonóticas. O animal recolhido passa por uma triagem, que começa pelo teste rápido de leishmaniose. Caso seja identificada a doença, ele é reexaminado com o teste Elisa, realizado na Fundação Ezequiel (Funed), em Belo Horizonte. Caso este segundo exame dê positivo, o animal é sacrificado, conforme preconiza a legislação de saúde pública e o Conselho Federal de Medicina Veterinária. Se o teste for negativo, o animal passa por uma triagem de saúde pública, recebendo vermífugo, vacina contra a raiva, controle de pulga e a castração. O procedimento de castração é gratuito, está disponível para cães de domicílios e de rua, e segue todas as determinações do Conselho Regional de Veterinária, que permite o funcionamento do serviço.

Apesar de o número de cães não ter alterado ainda nas ruas e avenidas da região central de Congonhas, toda a população canina está castrada, o que a fará reduzir, caso as pessoas não soltem novos animais em locais públicos. Mas esta atitude irresponsável segue acontecendo, principalmente quando eles estão doentes, velhos ou ainda quando filhotes.

Equipe

Atuam na Unidade de Vigilância em Zoonoses os veterinários Marise Moraes, Bruno Mendes Vasconcelos e Gislaine Resende Torres, dez estagiários que estudam na UNIPAC Lafaiete, dois agentes de combate a endemias (ACE), que atuam recolhendo animais, nas cirurgias e no pós-operatório.

Estrutura

A Unidade de Vigilância em Zoonoses possui recepção, banheiro para o público, para os funcionários, cozinha, depósito de material de limpeza, lavanderia, sala de procedimentos ambulatoriais, onde são feitos teste de leishmaniose, pós-operatório dos animais, triagem de animais recolhidos nas ruas, vacinação contra a raiva e curativos, sala de serviço administrativo, para produção de relatórios e planilhas e atendimento ao público, canil, gatil e bloco cirúrgico.

Procedimento

A castração acontece sempre na parte da manhã. Conforme determina as leis estadual e municipal, o animal é recolhido em uma via da cidade e, ao final do procedimento, é solto no mesmo local.

 

O animal de rua chega e vai para o canil.

O bloco cirúrgico é dividido em:

Pré-operatório 1 – o animal é pesado e faz a primeira sedação.

Pré-operatório 2 – é aplicada o restante da anestesia, feita a tosa do local da cirurgia, do braço e pata para aplicação de soro na veia.

Sala de paramentação – para lavar a mão e colocar touca, máscara, propé   e avental. O material é esterilizado e utilizado somente para uma cirurgia de um só animal.

Sala de cirurgia – com três mesas para atender até três animais ao mesmo tempo. Neste local, é feita a medição dos parâmetros respiratório e cardíaco do animal e, em seguida é realizada a cirurgia.

As de gato duram de 20 a 30 minutos, mas o retorno do animal da anestesia demora entre 3 e 4 horas. Para estes, existe o gatil para a recuperação anestésica. Depois o tutor o leva embora. A de cachorro pode chegar a 2 horas de duração.

“Sala suja” – Ao final da cirurgia, o material cirúrgico é deixado neste outro espaço para a lavagem e embalagem. A cirurgia seguinte é feita com um novo kit.

A Unidade faz a separação de lixo comum de lixo contaminado. O Conselho Regional de Veterinária aprovou o uso do equipamento.

Pós-operatório – Após a cirurgia, o animal vai para a sala de pós-operatório, onde um profissional limpa a ferida cirúrgica, passa a atadura e chipa o animal. O chip permite, por exemplo, saber, no retorno dele à unidade, se o animal é castrado na Unidade, fazer o controle vacinal e aplicar o remédio de verme.

Após o sono causado pela anestesia e nova aplicação do soro, os cães de rua vão para o canil da unidade. Quando estão acompanhados por tutor, este recebe a receita e a medicação e leva o animal para a casa no mesmo dia da cirurgia. É importante que este tutor permaneça aguardando o procedimento.  Os gatos, que geralmente são levados até a unidade pelos tutores, vão para o gatil após a cirurgia e também voltam para a casa no mesmo dia.

O cão de rua aguarda o processo de cicatrização da cirurgia, que dura entre 7 a 10 dias. O canil da unidade é utilizado para recolher animal da rua, castrá-lo e aguardar a devolução para a rua.

O atendimento ocorre por livre demanda durante o horário de trabalho do setor, que funciona de 7h30 às 15h30. Tutores de cães e gatos devem se dirigir à sede do Setor de Zoonoeses, à rua Manganês, nº 35, no bairro Praia, ou ligar para o telefone 3732-0594, para fazer o cadastro e solicitar orientações.

 

Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas