DESTAQUE EM CONGONHAS

Saúde Mental realiza Baile de Carnaval e promove inclusão em Congonhas

10 de fevereiro de 2026

Com o objetivo de fortalecer a convivência, o acolhimento e a inclusão social dos usuários do CAPS II, a Prefeitura de Congonhas, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), promove no dia 12 de fevereiro, a partir das 13h, na Quadra da Matriz, o URSM Folia. O Baile de Carnaval é voltado aos usuários do CAPS II, CAPS AD, Núcleo Integrado de Atenção à Saúde Mental, (NIAS) e do Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara (CECO). A iniciativa utiliza a música, a alegria e a vivência coletiva como ferramentas de expressão e cuidado em saúde mental. Escolhido como marco inicial das atividades de 2026, o Carnaval destaca-se por seu caráter cultural e integrador. Além de atrações musicais e brincadeiras, a programação contará com o concurso de Rei e Rainha do Carnaval URSM, incentivando a participação dos foliões.

Como parte da programação, usuários participaram de uma oficina de musicalização, conduzida por terapeuta ocupacional, que resultou na criação de uma marchinha autoral. Ao todo, seis usuários contribuíram com a composição, trazendo palavras e sentimentos que associam ao Carnaval. A música, intitulada “Clonazepam no Carnaval”, utiliza o humor como linguagem artística para provocar reflexão e desmistificação, sem perder o cuidado com o tema da saúde mental.

A proposta também ganhará destaque com a criação da Ala Antimanicomial, que abrirá o cortejo do bloco de Carnaval tradicional de Belo Horizonte, “Então Brilha”, reafirmando os princípios da Reforma Psiquiátrica e a defesa dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico. Nesse contexto, o município também marca presença no cortejo do Bloco Então, Brilha, que acontece em Belo Horizonte, no sábado (14/02), a partir das 5h, com a participação de uma representante do CAPS AD, levando o estandarte confeccionado pelos próprios usuários.

De acordo com Jamile Alves Pereira, gerente do CAPS II da Prefeitura de Congonhas, a iniciativa reafirma o papel dos serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico: “O nosso papel como serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico é o de (re)integrá-los à cidade, à cultura. Estar em espaços compartilhados, participando das tradições culturais do país, produzindo e compartilhando arte, como é o caso do estandarte e da música. É uma das formas de resgatar os direitos cidadãos à cultura. O intuito coletivo traduz, em ritmo e poesia, mensagens de leveza, pertencimento e valorização da vida, reforçando a ideia de que a diversidade faz parte da experiência humana e que o Carnaval é um espaço legítimo de expressão.”

Acompanhe a melodia e celebre um Carnaval que acolhe, inclui e valoriza a vida.
A marchinha “Clonazepam no Carnaval” está disponível para audição neste link.

Título: Clonazepam no Carnaval

Compositores: Maria Cleuza, Ronald, Paloma, Simone Aparecida, Neuza

[Verso 1]
Você chegou com essa cara amarrada
No meio da nossa batucada
Tá com vergonha, tá sem ação
Não mexe o pé, não mexe a mão
Pra entrar nessa folia
Precisa de mais alegria!

[Refrão]
Cê tá precisando tomar clonazepam
Dormir e pam, pra dançar e pam
Cê tá precisando tomar clonazepam
Dormir e pam, pra dançar e pam

[Verso 2]
Ninguém é normal neste salão
Soltar a franga é obrigação
Com confete e serpentina
Até o mais sério se anima
Joga o juízo pra escanteio
Vem sambar nesse recreio!

[Refrão]
Cê tá precisando tomar clonazepam
Dormir e pam, pra dançar e pam
Cê tá precisando tomar clonazepam
Dormir e pam, pra dançar e pam

[Verso 3]
Deixa a tristeza pra depois
Que a festa é feita pra nós!
A bateria vai te levar
Lalalaiá, vamos cantar!
O normal aqui é ser feliz
Do jeito que você sempre quis!

[Refrão]
Cê tá precisando tomar clonazepam
Dormir e pam, pra dançar e pam
Cê tá precisando tomar clonazepam
Dormir e pam, pra dançar e pam

Por Prefeitura de Congonhas / Secretaria de Comunicação