DESTAQUE EM CONGONHAS

Unidos da Matriz – setor por setor

14 de fevereiro de 2026

O samba-enredo “Pela primeira vez” de novo: a Matriz conta a sua História, dos autores Nilo Sérgio e Eduardo Matosinhos, foi executado pelos intérpretes Nalu Rezende, Dudu Miranda, Pedro Plínio e Júlio Beisamba, acompanhados da bateria comandada pelos mestres Marcus Santos (Gelado), Harley Oliveira e Guilherme Bittencourt (Maradona).

 

A comissão de frente da Matriz, “sob as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição, nascia a Matriz do samba de Congonhas”,  apresentou a escola, com coreografia de Bárbara Santos e Rafael Rocha.

 

                                                                           

 

Elemento alegórico da comissão de frente, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição surgiu como berço simbólico da escola, figura protetora, abençoando o nascimento da Unidos da Matriz. A cenografia remete à arquitetura barroca do século XVIII, reforçando a ligação entre fé, cidade e Carnaval.

 

 

Em seguida, o tripé Pede Passagem apresenta-se como um elemento de abertura e afirmação identitária, assumindo a função simbólica de anunciar o retorno da Escola de Samba Unidos da Matriz na avenida, marcando “Pela primeira vez” de novo, a continuidade da trajetória e da presença histórica da Unidos da Matriz no Carnaval. No centro da composição, Carlito Coelho (Carlitinho), um dos fundadores da escola, ocupa o banco como figura viva da memória, celebrando os 50 anos de história que a Unidos da Matriz completa, e também é homenageado no desfile de 2026.

 

 

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Felipe Parreira e Marina Gama, levaram para a Marechal a rosa que conduz o sonho, conduzindo o pavilhão da escola como símbolo da identidade verde e rosa. A rosa representa o amor, o cuidado e a delicadeza necessários para manter viva a história da Unidos da Matriz ao longo do tempo.

 

 

A ala das baianas pediu bênçãos à madrinha Estação Primeira de Mangueira, do Rio de Janeiro, a qual a Matriz é afiliada.  O branco e o giro das saias consagraram o retorno da escola à avenida.

 

A velha guarda, memória viva da escola, representando continuidade, resistência e tradição reverenciou os homens e mulheres que fundaram e sustentaram a Unidos da Matriz.

 

 

A ala “No altar do samba, o novo cortejo da Matriz” apresentou o samba como altar simbólico. A coreografia transforma a avenida em espaço ritual, onde fé, memória e celebração se encontram no retorno da escola.

 

 

Já o abre-alas Idá Orixá: o nascimento dos deuses, inspirado no histórico enredo de 1979, representou o princípio de tudo. Os tambores remetem ao som primordial que organiza a criação, apresentando a matriz afrobrasileira como fundamento espiritual do samba da Unidos da Matriz.

 

 

Em seguida, surgiu o casal mirim de mestre-sala e porta-bandeira, Bernardo Freitas e Clarice Lacerda, como Sininho e Peter Pan, representando o universo da infância e da imaginação, dialogando com o enredo “O Mundo Encantado das Histórias Infantis” e reafirmando o carnaval como espaço do sonho.

 

A ala das crianças levou para o Circuito de Desfile de Blocos e Escolas de Samba Manoel Corrêa Evangelista “O Mundo Encantado das Histórias Infantis”, releitura do enredo de 1978, celebrando a infância, a imaginação e o poder do sonho no carnaval.

 

 

A ala “Calabar” recordou o enredo de 1980, que levou à avenida a figura de Domingos Fernandes Calabar, que foi senhor de engenho em Pernambuco, no período colonial, quando houve disputas entre portugueses e holandeses, retomando o debate sobre traição e resistência que marcou aquele desfile.

 

 

Outra ala, “Do jeito que o rei mandou” relembra o enredo apresentado pela Unidos da Matriz em 1983, quando o Rei Momo foi colocado como soberano absoluto do Carnaval, exaltando a alegria, a liberdade e a inversão das regras do cotidiano.

 

 

“Nas asas da liberdade” foi a ala que recordou o enredo de 1982, que teve a liberdade como tema central. As fantasias, com asas douradas, simbolizaram o direito de sonhar, a superação dos limites e a liberdade como conquista coletiva celebrada na avenida.

 

 

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jacqueline Romero e Guilherme Romero, fez referência ao enredo de 1984, dedicado a Carlos Gil – O Bailarino Sonhador. A dança traduz a coragem artística e o espírito criativo do personagem.

 

 

A ala “Sorte ou azar na crença popular” relembrou1981, que mergulhou no imaginário popular para refletir sobre crenças, superstições e a relação do povo com a sorte e o azar.

 

 

Já a ala dos compositores representou “Da era Mauá à panela vazia”, remontando a 1985, que propôs uma reflexão histórica e social sobre os caminhos do Brasil e o projeto de modernização do Barão de Mauá no século XIX.

 

Nayara Santos, a rainha da bateria, simbolizou o encanto e a força da trajetória da Unidos da Matriz, representando os enredos marcantes que fascinaram gerações e ajudaram a construir a história da escola no carnaval de Congonhas.

 

Como princesa da bateria, Ana Laura simbolizou o presente da Unidos da Matriz, representando a continuidade e o futuro da força do samba entre gerações.

 

 

A Ala da Bateria homenageia o enredo apresentado pela Unidos da Matriz em 1986, inspirado na força simbólica de Elis Regina, a “Pimentinha do Brasil”, e na canção interpretada pela cantora: O Bêbado e o Equilibrista, eternizada como um hino da sensibilidade popular. O figurino evoca diretamente a figura de Charlie Chaplin, em especial seu personagem Carlitos, citado explicitamente na canção: “E um bêbado trajando luto, Me lembrou Carlitos”.

 

 

Relembrando o desfile da Unidos da Matriz em 1987, “M… pra nós”, que transformou a avenida em palco e celebrou o teatro de Congonhas, a ala dos passistas homenageia também a rivalidade histórica com a Acadêmicos da Jacuba, que impulsionou a criatividade e a identidade do Carnaval da cidade.

 

 

O destaque de chão “Honra e Glória Matrizeira: A maior campeã do carnaval de Congonhas” foi Regiane Pacheco Leonel (Gigi). Como releitura dos carnavais e enredos da Unidos da Matriz, a presença do destaque reafirma a escola como a maior campeã do Carnaval de Congonhas, agora com nove títulos.

 

 

O carro alegórico “Nossos enredos, vários títulos!” celebrou a diversidade temática, a criatividade e a memória dos carnavais que consolidaram a identidade da escola e marcaram a história do carnaval de Congonhas.

 

E abrindo o terceiro setor do desfile, intitulado “Grandes Enredos – a fé e o renascimento”, a Ala presta homenagem ao enredo apresentado pela escola no carnaval de 1989, dedicado a Henfil, um dos maiores cartunistas e humoristas do Brasil.

 

 

Tia Vick, referência da educação, da dança e do teatro em Congonhas, também esteve no Circuito de Desfiles de Blocos e Escolas de Samba Manoel Corrêa Evangelista, como enredo de 1992, “Paixão e Dança, Victória Verde e Rosa”. As fantasias dialogam com a Semana Santa da cidade, ressaltando a importância cultural e artística de sua trajetória.

 

A ala “Jubileu” relembrou o enredo apresentado pela Unidos da Matriz em 1993, “Setembro Verde e Rosa – Um Canto de Fé”, que levou à avenida o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Os componentes, caracterizados como romeiros, representam a caminhada de fé que transforma Congonhas em destino de devoção.

 

 

O elemento cenográfico “Sala dos Milagres: fé e devoção dos romeiros” representou a Sala dos Milagres de Congonhas, espaço onde a fé popular se materializa por meio dos ex-votos e promessas pagas. O tripé simbolizou a devoção dos romeiros e dialoga diretamente com o Jubileu.

 

A ala “Zé Arigó” relembrou o enredo apresentado pela Unidos da Matriz em 1994, “Arigolândia Verde e Rosa”, em homenagem a Zé Arigó, médium e curador espiritual nascido em Congonhas, cuja trajetória projetou a cidade como destino de fé.

 

 

Outra ala, “O renascimento do carnaval de Congonhas”, passou pela avenida simbolizando o retorno do Carnaval de Congonhas após o longo período de silêncio iniciado na década de 1990.

 

 

E as musas “OWURÊ PRA E.S.U.M” Dardânia Fidelis e Ana Lara realizaram o fechamento simbólico do desfile, consagrando o retorno da Unidos da Matriz à avenida. “Owurê” é uma saudação de matriz afro-brasileira ligada ao pedido de proteção e bênção, que se une ao nome da escola e reforça o encerramento como gesto de fé, identidade e celebração da história da Matriz.

 

 

Unidos da Matriz

Presidente: Nilo Sérgio

Vice-presidente: Edgar Gama

Presidente de honra: Carlito José Ferreira (Carlitinho)

Cores: Verde e Rosa

Comissão de Carnaval: Edgar Gama| Ana Flávia Gama| Micheline Gama| Ângelo Gama| Roney Dias de Moura| Thelma Estevão| Margareth Gomes| Simone Cristina| Gislene Machado| Erica Gama |Adelmo Santos

Carnavalesco: Guilherme Estevão

Diretor de Carnaval: Luís Miguel Moura Silva

Diretor de Harmonia: Elton de Assis

Enredo: Guilherme Estevão, Nilo Sério, Eduardo Matosinhos e Matheus Veloso.

 

As informações acima constam da sinopse.

 

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