Festa Literária movimentou a cidade e valorizou a arte de ler e escrever
14 de novembro de 2018A 5ª Festa Literária de Congonhas (FLIC) encantou os amantes da leitura e movimentou a cidade com a presença de autores e convidados locais e de diversas cidades mineiras. Ao todo, 25 escritores, convidados e mediadores participaram de rodas de conversa com crianças e adultos, provocando reflexões relevantes sobre a literatura em seu viés literário e social, dialogando com o tema deste ano: “Poesia e literatura na arte de ler e escrever”. O evento, promovido pelo Governo Municipal, por meio da Secretaria de Educação, foi realizado de 6 a 9 de novembro.
A FLIC tem se destacado pelo interesse do público e também pela adesão de vários escritores interessados na divulgação de suas obras e no contato direto com seus futuros leitores. A programação foi pensada para todos os gostos e idades. As atividades infanto-juvenis, realizadas na Biblioteca Municipal Djalma Andrade, contaram com contação de histórias e oficinas de fantoche, máscaras e dedoches. Os escritores Marcelo Manhães e Vó Taninha conversaram e se divertiram com as crianças. O público, assim, pode conhecer a nova estrutura do espaço.
Já os adultos participaram dos ciclos de debates, realizados no Museu de Congonhas e que abordaram diversos temas, entre eles a participação das mulheres na literatura, o lugar de fala, a produção de biografias e as políticas públicas do livro e da leitura. Participaram os escritores Bruna Kalil Othero, Simone Andrade Neves, Marcílio França Castro, Jacques Fux, Petrônio Sousa Gonçalves, Paulo Henrique de Lima, Ozório Couto e Robson Sant’Anna.
O público também pode apreciar as exposições “Relendo traços – Infanto João”, “Congonhas em árvores e flores” e “É o Bicho”, que ficaram abertas à visitação no Museu de Congonhas e na Biblioteca Pública Municipal Djalma Andrade. Além disso, artistas locais se apresentaram, entre eles Ângela Bento e Hudson Raony.
Para o escritor Jacques Fux, foi uma alegria participar da 5ª Festa Literária de Congonhas. “Adorei conhecer o Museu de Congonhas, adorei a cidade. Desejo vida longa à festa e que eu e outros escritores possamos voltar em outros anos. São iniciativas como essa que fazem com que a literatura e a cultura ainda sobrevivam. Espero que todos continuem lendo e conhecendo novos escritores”, completou.
Encerramento
Entre páginas coloridas, a história de Congonhas é contada por pequenos grandes escritores em “A Cidade da Gente”. O livro foi lançado pelos alunos da rede municipal de ensino na sexta, 9, no Museu de Congonhas, no último dia da Festa Literária de Congonhas (FLIC). Durante o evento, as crianças leram trechos dos textos desenvolvidos, entre eles poesias sobre o Rio Maranhão e o escultor Luciomar Sebastião de Jesus. Os exemplares serão distribuídos para as bibliotecas escolares.
A obra é fruto de um projeto realizado pela Editora Olhares, com patrocínio da MRS, via Lei Rouanet, e parceria da Secretaria Municipal de Educação. O trabalho foi acompanhado pelo escritor José Santos. O objetivo do projeto é apoiar a perpetuação e a disseminação da história da cidade. Participaram as escolas municipais Amynthas Jacques de Moraes; Augusto Silva; Conceição Lima Guimarães; Dona Maria de Oliveira Castanheira; Dona Caetana Pereira Trindade; José Cardoso Osório; Dr. Antonio Moreira de Souza e Silva; Maria Batista de Jesus; Padre Jacinto Pinheiro; Santa Quitéria; José Antonio da Silva; Jair Elias; e Engenheiro Oscar Weinschenck.
Outro momento especial marcou o encerramento da FLIC. Pelos anos dedicados ao fortalecimento da cultura congonhense, os músicos da Corporação Musical Senhor Bom Jesus, Paulo Norberto dos Santos e Sebastião Antônio de Paula, foram homenageados. A Banda Sinfônica da Secretaria Municipal de Educação fez uma apresentação que relembrou clássicos nacionais, como “Aquarela do Brasil” e canções escritas pelos homenageados.
