Bangu é campeão do 2º Campeonato Regional de Futebol Feminino
3 de dezembro de 2018Representante de Congonhas no Campeonato Regional de Futebol Feminino, o Bangu empatou em casa com o Baxada, de Ouro Branco, por 1 a 1 e ficou com o título. Marielle, artilheira da competição, fez seu 10° gol. Kênia empatou. A torcida prestigiou a final em maior número do que em jogos envolvendo homens no Estádio Municipal Dedezão. Lorena, goleira do Bangu, passou mal ao final do jogo e foi socorrida pelo SAMU. Débora do time da casa e Rayane, do visitante, foram expulsas. Com o resultado desta última rodada, a equipe congonhense somou 14 pontos, contra 13 do Baxada. O Regional Feminino é realizado pela Prefeitura de Congonhas, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (SEL).
Para chegar ao título, o Bangu venceu quatro jogos (um por W.O.) e empatou dois. O Técnico Tarcísio disse, ao final do campeonato, estar muito feliz pelo resultado do trabalho realizado durante todo o ano. “O grupo, formado por jogadoras do Murtinho, de outros pontos de Congonhas, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco, é excelente, voluntarioso, deixa outras atividades para vir treinar. Nossa comissão técnica, a estrutura do Bangu e a Prefeitura, que nos dão essas condições, e a torcida estão de parabéns. Já ganhamos vários títulos, mas este foi fundamental na nossa vida”.
Marielle, do Bangu, foi artilheira da competição com 10 gols e autora do gol de empate na rodada decisiva. Como jogadora moderna, volta até o campo de defesa para ajudar na marcação e da armação da equipe. “Agradeço às meninas do meu time e à comissão-técnica, sem eles eu não seria a artilheira. Sempre brinquei de ‘pelada’ na rua, mas não sabia que chegaria a jogar em uma equipe tão rápido. Agora penso em atuar por equipes profissionais, meu time do coração é o Cruzeiro, que vai montar uma equipe pra disputar campeonatos como a Libertadores, meu sonho é esse”, confessou.
“Este jogo foi o mais difícil, a exemplo do que já havia acontecido no 1º turno em Ouro Branco, quando, apesar da dificuldade, vencemos por 3 a 0. A torcida foi muito importante nos jogos em casa. A criação deste campeonato foi muito boa, que a mulherada comece a jogar mais futebol, desde criança. Até agora só o Bangu tem escolinha de futebol para mulheres em toda a região, que outras agremiações abram as suas”, comentou após a partida Alessandra, também atacante do Bangu.
Kátia, fundadora do Baxada com o marido e a jogadora Tutu, e goleira que não pôde jogar a partida decisiva por contusão, afirmou após o jogo afirmou que “o campeonato foi muito bem organizado, sempre tem o que melhorar, mas para o segundo ano está bom. Ele reforça o futebol feminino na região”.
Sobre a posição do Baxada na competição, afirmou: “Acabamos sendo prejudicados pela desistência do UFC, que fez o Bangu vencer por W.O. na penúltima rodada. Se houvesse o jogo, teríamos talvez mais chances na rodada final. A decisão foi um jogaço, não gostamos da arbitragem, reclamamos da expulsão e faltas, pra nós, mal marcadas, decidimos com a torcida contra. Mas acontece, é jogo, as duas equipes mereceram, parabéns para os dois times”.
O Baxada, que tem treinado e jogado no Campo do Serra Verde, em Ouro Branco, existe a um ano já participou de cinco torneios até agora: dois regionais, dois em Ouro Branco e um de Santana dos Montes e já colhe frutos. Glaucineide (Tutu) foi 3º lugar no Campeonato Mineiro pelo Bets, de Ouro Branco.
A premiação acontece dia 19 de Dezembro no Museu de Congonhas.




