DESTAQUE EM CONGONHAS

Alunos da rede municipal lançaram livro sobre emancipação política de Congonhas

7 de dezembro de 2018

Congonhas passou por muitas transformações e um processo de contínuo desenvolvimento desde sua emancipação política, realizada em 17 de dezembro de 1938. Para homenagear a Cidade dos Profetas, alunos da rede municipal de ensino reviveram nosso passado e nossas riquezas no livro “Minha terra, minha história: 80 anos de emancipação política”. A obra foi lançada nessa quinta-feira, 6, na Escola Municipal Engenheiro Oscar Weinschenck, em uma noite temática muito especial.

Além de estudantes, familiares e profissionais da educação, participaram da solenidade o prefeito Zelinho, a secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende, a representante da Positivo, Cibele Moreira Dias, a diretora de Educação Infantil e Ensino Fundamental, Rosilene Pereira de Souza Junqueira, o diretor de Desenvolvimento de Projetos e Projetos, Amilton Luis Fernandes Leite, e a responsável pelos projetos de Educação Ambiental e Patrimonial, Andrea Cristina Sousa e Silva.

Os atores Lúcio Rosa e José Félix Junqueira apresentaram uma peça sobre o dia em que o povo estava ansioso para receber o exemplar do Diário Oficial de Minas Gerais com o nome de Congonhas entre os novos municípios emancipados. Outra atração da noite foi a exposição do carro do primeiro prefeito municipal, Dr. Alberto Teixeira dos Santos Filho.

O livro “Minha terra, minha história: 80 anos de emancipação política” faz parte do projeto Pequeno Escritor, desenvolvido no Município em parceria com a Positivo. O trabalho foi realizado com os alunos do 4° ano das escolas da rede municipal de ensino, que elaboraram textos e desenhos sobre a história de Congonhas. Para a composição da obra, foram escolhidos 7 textos completos, 7 fragmentos de textos e 7 desenhos. Durante o lançamento, as crianças foram homenageadas com uma medalha e um certificado.

O prefeito Zelinho parabenizou os pequenos escritores e relembrou uma das histórias mais marcantes da época em que ele era vereador: quando os militares apareceram em Congonhas, sob ordem do governador Antônio Chaves e do arcebispo Dom Oscar, para levar imagens dos Passos da Paixão para o Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. “Tivemos uma grande batalha com o nosso patrimônio. Ninguém estava sabendo de nada. Falamos: daqui não sai nada. A população foi chegando e graças a Deus não deixamos as imagens saírem. O Altary, que era prefeito, entrou em contato com o governador e o arcebispo. E aí voltaram com as imagens para as capelas. Depois de três meses, o MAM pegou fogo. Se as imagens estivessem lá, perderíamos elas”, contou.

Para a secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende, é importante incentivar a escrita desde pequeno, e o Governo Municipal não mede esforços para estimular essa prática. “Que orgulho, crianças. Estou emocionada. Congonhas é uma cidade de gente hospitaleira, é uma cidade que é fervorosa, porque começa com Bom Jesus, passa por São José e chega à Nossa Senhora, na Matriz. Também temos outras religiões que apóiam as pessoas. Estou terminando o ano letivo muito satisfeita. Vocês são as estrelas da noite”, disse, se dirigindo aos alunos.