DESTAQUE EM CONGONHAS

Congonhas integra a programação do CBAfro em Belo Horizonte

4 de dezembro de 2025

Congonhas marca presença no Congresso Brasileiro de Afroturismo (CBAfro), que acontece entre os dias 3 e 5 de dezembro, em Belo Horizonte, com a exposição das obras dos artistas congonhenses Lucimar de Jesus e Pedro Esteves. A participação ocorre por meio de parceria com o Circuito do Ouro e destaca a força da arte, da ancestralidade e da influência negra na formação cultural da cidade e de Minas Gerais.

A presença dos artistas congonhenses no CBAfro se destaca pela apresentação de obras que exaltam a cultura afromineira. A escultura em bronze “Negra do Tabuleiro”, de Lucimar de Jesus, se destaca como símbolo da força e da resistência da mulher negra. Já as pinturas do artista visual Pedro Esteves retratam, com cores vibrantes, a cultura urbana e os territórios da cidade, unindo arte, identidade e vivência.

A participação no CBAfro, evento de relevância nacional, reforça o compromisso de Congonhas com a valorização do afroturismo e com o reconhecimento das múltiplas narrativas que fazem parte da sua história.

O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, destacou a importância da participação no congresso. “A arte e a história de Congonhas são intrinsecamente ligadas à herança africana. Estar no CBAfro é mais do que promoção turística; é um ato de reconhecimento e celebração da nossa fundação, valorizando artistas e narrativas que historicamente foram marginalizadas. Estamos construindo um turismo inclusivo e consciente”, afirmou.

A secretária de Turismo, Ana Alcântara, também ressaltou a relevância do evento. “O CBAfro é um catalisador importante, pois integra o turismo às políticas de Igualdade Racial. Essa articulação é essencial para que possamos promover nossos atrativos e garantir que as narrativas e os protagonistas afrodescendentes sejam valorizados em nossos roteiros”, disse.

A delegação de Congonhas no congresso conta com a participação de Jalmir Ribeiro, Matheus Velozo, Alice Vieira e Pedro Esteves, que contribuem para as exposições e os debates. Para o artista Pedro Esteves, participar do evento tem um significado especial. “Quando falo das minhas obras, falo da representação do território. Falo de Congonhas, de um lugar onde arte e cidade se interligam, pois nascem do mesmo lugar”, pontua Esteves.

Com a presença no congresso, Congonhas integra a programação dedicada à valorização da cultura afro-brasileira por meio da arte, do turismo e do reconhecimento histórico.