Congonhas participa de lançamento oficial do Programa CLIMATIVA na UFMG
2 de setembro de 2025Na última sexta-feira, 29 de agosto, o Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), realizou o lançamento oficial do Programa Climativa, em uma cerimônia da Reitoria da UFMG. O programa tem o objetivo de apoiar e capacitar municípios mineiros com população entre 20 e 100 mil habitantes na elaboração de seus Planos de Ação Climática Municipais (PLACs). A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre a Semad, a UFMG e a Embaixada da França no Brasil.
A metodologia da Plataforma CLIMATIVA combina análises técnicas, participação comunitária e tomada de decisões estratégicas, promovendo o fortalecimento da capacidade local para lidar com os impactos das mudanças climáticas. As atividades envolvem ainda a capacitação de servidores e elaboração do plano com base em diretrizes da Semad e metodologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A expectativa é de que o plano seja estruturado de forma realista e alinhado às políticas climáticas nacional e estadual.
Doze municípios foram selecionados para a fase inicial do projeto: Araxá, Belo Oriente, Congonhas, Itamarandiba, Monte Carmelo, Naque, Nova Serrana, Pará de Minas, Raul Soares, Taiobeiras, Três Corações e Varginha, nove deles foram representados na reunião inaugural. O prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, foi escolhido para falar em nome dos municípios, juntamente com a secretária da Semad, Marília Melo, a Reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, representantes da Embaixada da França, além da equipe técnica da UFMG. A diretora da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG, professora Natália Aguiar Mol, fez a apresentação do projeto “Capacitação de municípios mineiros para elaboração de Plano Local de Ação Climática”.
A seleção de Congonhas no Programa CLIMATIVA é um marco importante para a política ambiental do município. Sermos a única cidade do Quadrilátero Ferrífero entre os 10 municípios escolhidos reforça a urgência de repensarmos o modelo de desenvolvimento que historicamente tem pressionado nosso território. João Luís Lobo, secretário de meio ambiente e mudanças climáticas, reforçou a importância deste convênio para Congonhas: “Estamos falando de uma região marcada por grandes vulnerabilidades climáticas, onde nascentes, florestas e campos rupestres convivem com pressões cada vez maiores. Construir um Plano de Ação Climática com base técnica, participação social e compromisso institucional é um passo essencial para garantir resiliência hídrica, justiça ambiental e um futuro digno para nossa população.”
Entre as ações previstas na execução do projeto estão oficinas, escuta com a comunidade, pesquisas, e levantamento de dados. Nesta primeira fase, estão sendo levantados dados iniciais que servirão de base para a construção do plano, como os dados socioeconômicos e infraestrutura; as ocorrências passadas de eventos climáticos extremos, com impactos financeiros; planejamento urbano; condições ambientais e urbanísticas, como a infraestrutura e uso do solo; e uma projeção climática com histórico do clima e tendências futuras.
Na segunda fase do projeto serão realizadas as oficinas de priorização de ações, que reunirá a comunidade – incluindo moradores, especialistas e representantes da sociedade civil – para definir quais são as iniciativas mais urgentes no enfrentamento às mudanças climáticas. A partir dessas decisões, o governo municipal irá elaborar o Plano de Ação Climática Municipal, um documento estratégico com ações concretas detalhadas, cronograma, responsáveis e parceiros, para garantir uma implementação eficaz e sustentável.

