DESTAQUE EM CONGONHAS

Congresso Internacional do Senhor de Matosinhos chega ao fim em Portugal

14 de junho de 2019

“Queremos colocar o Senhor de Matosinhos no centro das nossas reflexões, pois é o Senhor de Matosinhos que nos une”. As palavras, da Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos (Portugal), Luísa Salgueiro, encerraram a primeira edição do Congresso Internacional do Senhor de Matosinhos.

De 11 a 13 de junho, o Salão Nobre dos Paços do Concelho de Matosinhos acolheu mais de 150 de congressistas inscritos, oriundos de Portugal, Espanha, Brasil e Peru, que, de acordo com Fernando Rocha, o Vereador da Cultura, “trocaram experiências, partilharam conhecimento, produziram ciência e memória”.

Aliás, coube a Fernando Rocha apresentar as conclusões do congresso, sintetizando as várias comunicações que farão parte de um livro “para memória futura”. Certo é que, em 2020, o Congresso Internacional do Senhor de Matosinhos estará de volta para a segunda edição, mas, desta feita, será realizado em Congonhas.

A tarde começou com a intervenção de Joel Cleto. O historiador falou do Senhor de Matosinhos e das várias imagens esculpidas por Nicodemos. Perseguido pelos judeus e pelos romanos, Nicodemos que ajudou a retirar o corpo de Jesus da cruz e a transportá-lo para o sepulcro, terá optado por desfazer-se das várias imagens de Cristo que criou, deitando-as ao mar.

Uma das imagens foi encontrada em Matosinhos e daria origem à lenda do Senhor de Matosinhos. Além desta, existem cerca de 15 outras imagens cuja autoria é atribuída a Nicodemos, a grande maioria oriunda da bacia mediterrânica. A mais antiga é do Volto Santo, em Lucca (Itália), que se encontra na Catedral de S. Martinho.