DESTAQUE EM CONGONHAS

Fique em casa, mas se precisar ir à rua saiba que cuidados deve tomar

8 de abril de 2020

Durante a pandemia do coronavírus, a Organização Mundial de Saúde, o Ministério de Saúde e as Secretarias de Estado e Municipal de Saúde recomendam que o cidadão mantenha o isolamento social. Para os momentos em que é necessário realizar alguma atividade na rua, há cuidados que são essenciais para garantir sua saúde e de toda a família, principalmente dos membros dos grupos de risco.

A médica infectologista do Hospital Bom Jesus, Dra. Fernanda Neves Rosa, explica que o melhor é mesmo manter o isolamento social. “Porque, quando ficamos aglomerados, se houver uma pessoa infectada, esta transmite o vírus para várias outras. Após uma tosse as gotículas podem alcançar até 1.8 metros. Por isso que pedimos o distanciamento de 2 metros. Vejo que as pessoas não estão respeitando o isolamento. Em Congonhas, percebemos filas imensas nos bancos, loterias e outros setores do comércio”, observa.

Dra. Fernanda Neves Rosa segue a linha do Ministério da Saúde e outros órgãos que estão à frente do combate ao coronavírus, recomendando cuidados a quem tiver de realizar algum afazer em casa.

– Quando estamos na rua e não temos acesso a água e sabão, então devemos usar o álcool em gel.

– Evite aglomeração, mantendo-se a 2 metros de outra pessoa.

– Ao voltar para casa, não toque em nada antes de se higienizar. Tire o sapato, coloque a roupa para lavar ou a embale em uma sacola plástica.

– Deixe bolsa, carteira, chaves, entre outros objetos em uma caixa na entrada da resiência para higienização quando possível.

– Limpe seu celular e os óculos com sabão e água ou álcool. Limpe as embalagens que trouxe de fora antes de guardar.

– Tome um banho.

Orientação do COES Minas COVID-19 sobre o uso de máscaras caseiras/artesanais pela população como medida de conteção:

 O uso de máscaras pela população tem sido adotado em diversos países como estratégia para a redução dos casos de COVID-19, considerando a existência de transmissão viral por pessoas assintomáticas.

Pesquisas mostram que as máscaras caseiras/artesanais potencialmente contribuem para evitar a transmissão de doenças respiratórias pela retenção de partículas produzidas pelo sistema respiratório.

As máscaras caseiras são importantes também quando o distanciamento mínimo entre 1.8 e 2.0 metros não é possível, como durante o uso de transportes coletivos e para profissionais em contato constante e próximo com outras pessoas.

Elas se mostram uma boa estratégia, diante da escassez de equipamentos para proteção individual – EPI, em especial das máscaras cirúrgicas e respiradores N95/PFF2, que quando disponíveis devem ficar à disposição dos profissionais de saúde, mais expostos aos riscos de contaminação.

Mas qualquer máscara deve ser manuseada corretamente. E somente ela não garante a segurança de seu usuário. Seu uso é parte das medidas preventivas, associado à outras, indicadas pelas autoridades sanitárias, como isolamento social e de casos infectados, manutenção da etiqueta respiratória, lavagens frequentes das mãos e das superfícies, dentre outras medidas.

ATENÇÃO

Pessoas com quadro de síndrome gripal que estiverem em isolamento domiciliar, devem continuar usando preferencialmente máscara cirúrgica. O mesmo vale para o cuidador mais próximo dessa pessoa, quando estiver no mesmo ambiente da casa.