DESTAQUE EM CONGONHAS

“Romper do Alvorada” e “Mimosas” fazem a alegria do carnaval congonhense

9 de fevereiro de 2018

O Carnaval de Congonhas rende boas histórias e muitas alegrias. Além das tradicionais escolas de samba Jacuba, Mocidade, Matriz e Praia, já desfilaram pela avenida Marechal blocos que atraíam – e ainda atraem – milhares de foliões. Dois grupos que fazem a festa há décadas na cidade desfilam neste Carnafolia 2018: o Romper do Alvorada e as Mimosas.

Romper do Alvorada

Esta será a 36ª vez que o Romper do Alvorada alegra a madrugada do carnaval congonhense. Um de seus fundadores, Ênio Barbosa, conta que o bloco surgiu em um encontro de amigos: “Nos reunimos para fazer um churrasquinho na véspera de Carnaval, na virada de sexta-feira pra sábado. Tínhamos uns instrumentos e resolvemos sair para dar uma volta na cidade. No ano seguinte passamos a fazer uma concentração e a sair às 5h da manhã”.

O bloco desfila neste sábado, 10, às cinco horas da manhã. Formado só por homens vestidos de pijama, o bloco leva não só alegria para avenida, mas também apresenta sempre uma sátira. Este, ano, o tema será a barragem de Casa de Pedra. Há mais de 30 anos Helder Gonzaga da Silva participa do Romper do Alvorada. “Sempre gostei de carnaval. Então, onde tinha bloco eu estava atrás. Alguns amigos se juntaram, formaram o bloco e deu certo. Comecei a participar e não parei mais”, conta.

Já as Mimosas desfilam com irreverência há 36 anos, levando para a Marechal mais de 2 mil foliões. O bloco é formado por homens que se vestem de mulher, que saem distribuindo beijos nos homens que estão assistindo ao desfile. Segundo um dos fundadores, Marcos Damasceno Alves, conhecido como Nero, “Esse bloco surgiu com a ideia de um amigo nosso do Rio de Janeiro, que sempre passava o Carnaval aqui em Congonhas. Ele sugeriu que saíssemos vestidos de mulher. Cerca de 10 amigos saíram pela avenida e fundamos o bloco. Todo ano desfilamos, distribuindo alegria e beijando os homens. A cada ano o bloco foi aderindo foliões. Virou tradição”.

A marchinha, composta pelo congonhense Nilo Sérgio, está na boca dos congonhenses:

“Me abraça, me beija

Faz de mim o que quiser

Que eu estou aqui para o que der e vier

Me abraça, me beija

Faz de mim o que quiser

Que eu estou aqui para o que der e vier”