Música, dança e literatura encerram FLIC 2019

A leitura tem o poder de levar os leitores a qualquer parte do mundo, seja ele real ou imaginário. E, durante dois dias, a 6ª Festa Literária de Congonhas despertou a fantasia, a criatividade e o desejo de explorar diferentes universos em centenas de crianças e jovens que passaram pelas Praça JK e Biblioteca Pública Municipal Djalma Andrade. Nesta sexta-feira, 11, a garotada se divertiu à beça com um tipo de arte que anda lado a lado com e literatura: a música.

A Praça JK ficou lotada para receber o show “MPBaixinhos para todas as idades”. O grupo trouxe o melhor da música infanto-juvenil, com releitura de cantigas de roda e músicas de artistas consagrados, como Balão Mágico, Trem da Alegria e Chico Buarque. A música tomou conta também da “Disputa Nervosa” de passinhos de funk, promovido pelo Centro Cultural Lá da Favelinha.

Aluna da Escola Municipal Rosália Andrade da Glória, Ana Carolina, 10, adorou a apresentação do MPBaixinhos. “Eu achei muito legal o que eles fizeram. Eles deram um chapeuzinho de jornal e um instrumento, e acho que vou até fazer na minha casa. Eles são muito legais e sabem fazer malabarismo igual no circo mesmo. Eu achei ótima a apresentação”, destacou.

Durante o dia, foram promovidas diversas atividades no espaço, entre elas contação de histórias com Janaína, oficina de grafite, a interferência “Cheiros, gostos e sabores literários” e um sarau com alunos do curso de Letras do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) campus Congonhas.

Na Biblioteca, o escritor Leo Cunha conversou com as crianças sobre a vida de escritor e leu algumas de suas histórias, entre elas “Lápis Encantado” e “Vira-lata”. Ele, que já participou de festas literárias por todo o Brasil e até no exterior, acredita que esse tipo de evento é importante para estimular a leitura e o contato com os livros, mas também aproximar o escritor do leitor.

“Acho que isso é fundamental, tanto para o escritor ver a reação das pessoas às suas obras, mas também para a criança ver que o escritor é uma pessoa acessível, que tem uma trajetória ligada às histórias, fantasia, imaginação, humor, emoção. E para a cidade, como um todo, é uma valorização. Congonhas é Patrimônio Cultural da Humanidade, então todas as áreas da cultura deveriam estar sendo estimuladas”, disse.

FLIC 2019

Realizada de 9 a 11, a FLIC 2019 teve, como tema, “Leitura, Escrita e Arte na Literatura”. Promovido pela Secretaria Municipal de Educação e patrocínio da Adesita e da CSN, o evento contou com uma programação gratuita de exposições, apresentações musicais, contação de histórias, oficinas e rodas de conversa com escritores renomados.

Instrumento de incentivo à leitura e acesso ao livro, a FLIC tem abrangência nacional já tendo realizado debates com autores premiados de todo o Brasil, tanto para o público infantil quanto para o público adulto. Um dos objetivos da festa é dar voz aos escritores e produtores de cultura local, possibilitando um diálogo com os demais participantes.

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