Orgulho congonhense: fotógrafo conquista premiação nacional
12 de abril de 2025O fotógrafo congonhense Welerson Athaydes viveu um momento único no último dia 5 de abril, durante a cerimônia de premiação no Clube de Engenharia de Brasília. Ele foi o último a ser chamado ao palco — por conta da ordem alfabética —, mas protagonizou uma das cenas mais emocionantes da noite. Premiado com uma estatueta, um diploma e a publicação de sua obra em um livro especial, ele viu sua trajetória ser reconhecida de forma inédita.
“Fiquei muito emocionado o tempo todo da cerimônia. Diferente dos concursos anteriores, onde os prêmios chegavam pelo correio, receber pessoalmente foi muito mais emocionante e gratificante”, contou.
A fotografia que lhe rendeu o prêmio na categoria Street View (Fotografia de Rua) mostra um gari trabalhando em um dia de chuva intensa, em Congonhas, mais especificamente no início da Rua Marechal Floriano. A imagem, que à primeira vista retrata uma cena cotidiana, revela uma beleza artística impressionante graças aos efeitos visuais causados pelos traços verticais da chuva. “A imagem remete aos quadros impressionistas, com suas pinceladas soltas e tons neutros, dando a ilusão de movimento. Foi isso que a tornou tão especial”, explicou.
A fotografia premiada integra um livro com as melhores imagens do concurso e faz parte de uma exposição em cartaz no Museu de Arte de Brasília até maio de 2025.
Mais do que o reconhecimento artístico, o fotógrafo usa sua arte como ferramenta de memória e preservação cultural. Com décadas de atuação na fotografia documental, ele ressalta o papel fundamental da imagem na valorização da história de cidades como Congonhas. “Desde a década de 1980 venho trabalhando com a memória documental da cidade. Congonhas precisa ter mais zelo por sua memória. A fotografia registra o que os textos não conseguem captar por completo — o vestuário, a arquitetura, os comportamentos sociais”, afirmou.
Nascido e criado em Congonhas, Welerson reconhece que sua vivência na cidade moldou seu olhar fotográfico desde cedo. Com carinho, ele relembra sua infância e juventude na Rua Padre João Pio — que ele descreve como um “corredor cultural”, onde vivenciou diversas manifestações religiosas e populares. “Foi um privilégio morar naquela rua. Toda aquela vivência me formou como observador e fotógrafo. A fotografia me completa.”
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas

