DESTAQUE EM CONGONHAS

Primeiro dia de Festa Literária reforça o poder das histórias

19 de outubro de 2017

A força das histórias e o resgate da memória marcaram o primeiro dia da 4ª Festa Literária de Congonhas (FLIC). Amantes da leitura e da escrita podem se preparar para uma programação especial, repleta de trocas de experiência e aprendizado, que segue até este domingo, 22. A abertura oficial do evento, promovido pelo Governo Municipal, por meio da Secretaria de Educação em parceria com o Museu de Congonhas, foi realizada na tarde desta quinta-feira, 19, no Museu de Congonhas. O tema deste ano é “História, Memória e Literatura”.

No primeiro dia da FLIC, alunos da Escola Municipal Padre Jacinto Pinheiro viajaram nas histórias contadas pela auxiliar de biblioteca, Júnia Ferreira. O Museu de Congonhas recebeu, ainda, a escritora Laura Conrado, que falou sobre a força das histórias.

À noite, a contadora de histórias, autora, tradutora e editora de literatura infantil, Rosana Mont’Alverne, ministrou uma palestra sobre “O contador de histórias e a descoberta da literatura na infância” no centro cultural. A autora parabenizou, ainda, a realização da FLIC. “Estou muito honrada com esse convite do município de Congonhas. Tenho acompanhado muito de perto todo o movimento da consolidação da cultura literária de Minas Gerais”, diz.

A história e a cultura da cidade foram destacadas na mesa “Literatura na construção da memória de Congonhas”, que contou com a presença de convidados especiais: Cristiane Melo, Sérgio Rodrigo Reis, Luciomar Jesus, Juliana Mendes Freitas, Paulo Henrique de Lima Filho e Quim Cordeiro. O público pode conhecer personagens que marcaram a cidade, como o poeta Nicola Falabella, e ter contato com obras desenvolvidas na cidade, como “Imaginário e iluminuras: memória e desenho de um povo”, de Juliana Freitas, “Venenos Adocicados”, de Paulo Henrique de Lima, e o “Poesia Itinerante”, de Quim Cordeiro.

Em seguida, o grupo de teatro Boca de Cena apresentou a peça “Brejo das Almas”, de Carlos Drummond de Andrade. A obra foi selecionada no projeto “Congonhas faz Cultura”, da FUMCULT.

Cerimônia de abertura

A cerimônia de abertura contou com a presença da secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende; da diretora da biblioteca municipal Djalma Andrade, Cristiane Melo; do diretor da FUMCULT e do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis; além de educadores, escritores e leitores.

A secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Resende, reforçou que o Governo Municipal investe na leitura, sendo que todas as escolas municipais têm biblioteca. “O que promove o ser é ler e escrever. É lendo e escrevendo que ele se comunica melhor. Essas atividades precisam ser compreendidas como um bate-papo, levando em conta que a literatura, a conversação, a interpretação permeiam a nossa vida”, destacou.

O diretor da FUMCULT e do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis, destacou o papel dos museus de Congonhas, da Imagem e Memória e da Mineralogia em Congonhas. Observou, ainda, que esses espaços devem ser apropriados para fomentar e resgatar a história da cidade. “Conteúdo é o que não falta. Não adianta termos tanto conteúdo se vocês não se apropriarem destes espaços e levarem para a sala de aula. Temos um conteúdo transformador. Poucas cidades têm tanta cultura e tanta história como Congonhas”, completou.

Confira a programação aqui.