Banco de Ipê Este banco nasceu de uma árvore que marcou a paisagem e a memória afetiva de Congonhas. Era um ipê-amarelo (Handroanthus serratifolius) que vivia na Praça Antônio Faustino, oferecendo sombra, florada e presença a quem circulava pelo coração da cidade. No dia 31 de março de 2025, uma chuva forte o derrubou, encerrando seu ciclo em pé, mas abrindo espaço para um novo começo. Atendendo ao carinho da população, o tronco do ipê foi guardado e transformado em bancos, para que sua história continuasse viva. O primeiro deles foi apresentado durante a V Exposição Ipês de Congonhas, na Praça da Estação, trazendo ao público uma nova forma de florescimento — agora em madeira esculpida, acolhedora. O segundo banco, que hoje ocupa este espaço no Parque da Romaria, foi concluído e instalado pouco antes da inauguração do Parque, em dezembro de 2025. Aqui, ele encontra um ambiente que dialoga com sua origem: natureza, permanência e renascimento. Sentar-se neste banco é reencontrar um pedaço da cidade. É sentir que as árvores que nos acompanham não são apenas parte do cenário — são guardiãs de histórias, raízes que atravessam gerações. Ao transformar o ipê caído em mobiliário público, celebramos não a sua queda, mas sua continuidade. Que este banco inspire cuidado, memória e pertencimento. Aqui, o ipê segue oferecendo descanso e poesia, agora em outra forma — mas com a mesma força de sempre.
